O último episódio da série sobre intolerância religiosa e liberdade de crença convida à reflexão sobre duas formas de espiritualidade que ainda enfrentam preconceito no país, a vivência espiritual dos povos indígenas e a escolha de não acreditar em uma religião. A reportagem mostra como, para muitas etnias, o sagrado está na relação com a natureza, na ancestralidade e no cotidiano, e não em templos ou dogmas.
A espiritualidade indígena, transmitida pela oralidade e sustentada pelo território, segue sendo alvo de desinformação e racismo religioso. Mulheres têm papel central como guardiãs do saber ancestral, e ataques a rituais ou espaços sagrados representam uma ameaça direta à existência cultural desses povos. O combate a esse preconceito passa, sobretudo, pela educação e pelo cumprimento da lei que prevê o ensino da história e da cultura indígena nas escolas.
O episódio também destaca que a intolerância atinge quem opta por não crer. Ateus e agnósticos relatam silenciamento e julgamentos morais em uma sociedade majoritariamente religiosa. A Constituição garante a liberdade de crença e de não crença, reforçando o papel do Estado laico na proteção de todas as consciências. Ouça o áudio da coluna e aprofunde a reflexão sobre diversidade, respeito e direitos humanos.