Patrícia Gimenez foi uma das primeiras esposas a ficar sabendo da queda do avião; acidente matou 71 pessoas
Um ano após a tragédia com a Chapecoense, a dor da perda ainda é latente para Patrícia Jiménez, viúva do jogador de Ribeirão Preto, que começou sua carreira no Comercial, passou pelo Goiás e estava na Chapecoense quando o avião caiu na Colômbia. Em depoimento emocionante concedido ao jornalista Geraldo Neto da IPTV, Patrícia relembra os momentos de angústia e descreve como viveu o luto.
O momento da notícia
Patrícia conta que estava arrumando as malas para uma viagem quando viu mensagens no grupo de esposas dos jogadores, indicando um atraso no voo. Ao questionar o marido, recebeu uma mensagem de um torcedor alertando sobre a gravidade da situação: o avião havia desaparecido do radar. A partir daí, iniciou-se uma angustiante espera por informações, com notícias falsas e a confirmação da tragédia, ao ver a foto do corpo do marido entre as primeiras imagens divulgadas.
A dor da perda e a saudade
A entrevista é marcada pela emoção. Patrícia relata o desespero ao receber a notícia, gritando por socorro divino. Um ano depois, a sensação é de que tudo aconteceu ontem. Ela descreve como se pega sentada na sala, esperando pela volta do marido, presa à lembrança de sua última despedida. A data de aniversário de casamento se tornou um lembrete constante da perda, e a família luta para se reconstruir sem o pilar central que era o jogador.
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Um ano depois
A reportagem destaca a dificuldade de lidar com a perda, não apenas para Patrícia, mas para todas as famílias afetadas. A data de aniversário de casamento, o Natal e o Ano Novo, antes momentos de alegria, atrásra se tornaram lembranças dolorosas. A filha de Patrícia ainda pergunta pelo pai, e a dor da ausência permanece intensa. O depoimento emociona e reforça a dimensão da tragédia, mostrando o impacto profundo na vida das famílias envolvidas, um ano após o acidente.


