Marta Mobiglia, Maria Rosa Lopes Ferreira e Regiane Tura Innocente foram condenadas a oito anos, mas responderão em liberdade
Três mulheres, identificadas como Marta Aparecida Mobília, Maria Rosa Lopes Ferreira e Regiã Nitura Inocente, foram condenadas por estelionato a 8 anos e 4 meses de prisão. No entanto, elas poderão recorrer da sentença em liberdade. O esquema fraudulento, denunciado em 2011, teria movimentado cerca de R$ 119 mil, prometendo moradias populares mediante o pagamento de até R$ 5 mil.
O Esquema Desmascarado
A ação do grupo foi flagrada pela Polícia Militar durante uma reunião que tratava da venda ilegal de casas populares. As investigações revelaram que, entre fevereiro de 2010 e novembro de 2011, as três mulheres arrecadaram aproximadamente R$ 120 mil, enganando 54 vítimas. As vítimas pagavam entre R$ 1.500 e R$ 5 mil, mas nunca recebiam as moradias prometidas.
Defesa e Acusações
Antônio Carlos Oliveira, advogado de Marta e Maria Rosa, conseguiu um recurso que permite que suas clientes recorram da sentença em liberdade. Ele ressalta que a prisão só será efetivada se o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmar a decisão da juíza de Ribeirão Preto, Carolina Moreira Gama. Marta alega que recebia os valores e os repassava a um funcionário da Prefeitura Municipal. Já Rosa, que é arquiteta, afirma ter cedido um espaço para Marta trabalhar sem ter conhecimento das atividades ilícitas.
Leia também
Investigações e Implicações
Em depoimento à polícia, Marta Mobília declarou ter sido contratada por Marli Vera, irmã da então prefeita de Ribeirão, Darci Vera, com um salário de R$ 1.800. O caso também foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Ribeirão. No entanto, o relatório final da CPI, divulgado em 2012, e as investigações do Ministério Público não confirmaram a participação da prefeita Darci Vera ou de sua irmã no esquema.
O caso segue em andamento, aguardando os próximos passos da Justiça.



