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Essa criança sofreu um homicídio, garante delegada após a morte da menina Sophia, de 3 anos

Menina chegou a ficar internada 8 dias, mas não resistiu aos ferimentos; ela foi socorrida com lesões graves na cabeça
Essa criança sofreu um homicídio
Menina chegou a ficar internada 8 dias, mas não resistiu aos ferimentos; ela foi socorrida com lesões graves na cabeça

Menina chegou a ficar internada 8 dias, mas não resistiu aos ferimentos; ela foi socorrida com lesões graves na cabeça

A polícia deve concluir nesta quarta-feira o inquérito sobre a morte da menina Sofia Silva Fernandes, Essa criança sofreu um homicídio, garante delegada após a morte da menina Sophia, de 3 anos, de três anos, ocorrida em atrássto deste ano em Ribeirão Preto. A investigação, que inclui o exame necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), apontou que a criança sofreu uma morte violenta, descartando a hipótese de acidente doméstico.

De acordo com a delegada Patrícia Buldo, responsável pelo caso, a criança foi vítima de homicídio praticado de forma cruel no interior do imóvel onde morava. “Essa criança sofreu um homicídio. Então ela foi morta de forma violenta, descartada completamente a hipótese acidente doméstico. Então considerando que essa morte violenta ocorreu dentro do imóvel, o adulto que estava ali, ou os adultos que estavam ali, foram os autores”, afirmou.

No apartamento de dois quartos onde ocorreu o fato, estavam presentes a mãe da menina, Letícia Nunes da Silva, de 20 anos, e o padrasto, Luiz Guilherme Braga Barbosa, de 29 anos. A delegada informou que um ou ambos podem ser responsáveis pelo crime, possivelmente agindo em conluio ou protegendo um ao outro.

Detalhes do caso e lesões identificadas

Sofia foi internada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto após ser encontrada com ferimentos graves na cabeça. Ela passou por cirurgia devido a um quadro de edema cerebral, que resultou na retirada de parte do cérebro. A criança permaneceu internada por oito dias antes de falecer.

A versão inicial apresentada pela mãe, que afirmava que Sofia teria caído enquanto tomava banho, foi descartada pela polícia. Em entrevista gravada dias após a morte, Letícia disse que deixou a filha no chuveiro e foi para a cozinha, momento em que o padrasto teria encontrado a menina caída no box do banheiro.

O relatório médico do hospital indicou que o trauma sofrido por Sofia não era acidental. Foram observadas alterações no fundo do olho compatíveis com trauma de grande energia, o que não permitiu excluir a possibilidade da síndrome do bebê chacoalhado, também conhecida como “shake baby”. Essa condição ocorre quando uma criança é violentamente sacudida, causando lesões cerebrais e oculares graves.

Segundo a delegada, as lesões encontradas são típicas de maus-tratos e indicam que a criança foi vítima de agressão física intensa. “Essas lesões são conhecidas como shake baby, são características de chacoalhão quando alguém chacoalha criança. A criança pequena, quando é chacoalhada dessa forma no momento de violência, normalmente os pais seguram pelo braço, seguram pela cabeça da criança e ela sofre diversas lesões. Essa característica do shake baby, que é uma lesão no fundo do olho, estava presente na Sofia, o que nos leva a concluir que ela foi vítima de maus-tratos”, explicou.

Investigação e possíveis desdobramentos: O inquérito policial está em fase final, com a avaliação de provas e a possibilidade de pedido de prisão da mãe e do padrasto ainda nesta quarta-feira. O caso será encaminhado ao Ministério Público, que já acompanha as investigações.

Entre as questões ainda em aberto, estão as motivações para o crime e a intenção dos autores. O pai da menina, Felipe Gomes Fernandes, que aguardava o aniversário de quatro anos da filha na semana passada, lamentou a tragédia e pediu justiça. “Eu quero que quem fez vai pagar pelo que fez, se deu mais tarde. Eu não sei o porquê. É uma coisa que eu falo para minha mãe, para os parentes, tipo, eu nunca vou entender, entendeu? Tipo, o porquê que fez isso é o motivo”, declarou.

Comportamento da mãe e posicionamento da defesa

Durante o primeiro atendimento no hospital, assistentes sociais, psicólogas e a equipe médica notaram que a mãe apresentava uma reação considerada fria e sem emoção compatível com a gravidade do quadro da filha. A delegada Patrícia Buldo comentou que, embora cada pessoa tenha sua forma de reagir, o comportamento chamou a atenção da equipe e da delegacia.

A defesa de Letícia Nunes da Silva e Luiz Guilherme Braga Barbosa afirmou que não existem provas conclusivas de que Sofia tenha morrido em decorrência de agressão e que o esclarecimento ocorrerá durante o andamento do processo judicial.

Entenda melhor
  • O exame necroscópico do IML confirmou que a morte de Sofia foi violenta.
  • Lesões compatíveis com a síndrome do bebê chacoalhado foram identificadas, indicando maus-tratos.
  • A mãe e o padrasto são os principais investigados e podem ser presos a qualquer momento.
  • O caso está sendo encaminhado ao Ministério Público para continuidade das investigações e possíveis ações judiciais.

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