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Está cada vez pior… as UTIs estão cada vez mais cheias, afirma médico intensivista sobre a pandemia na região

Paulo Sadala afirma que os profissionais estão cada vez mais cansados e as escalas de trabalho difíceis de serem montadas
UTIs lotadas pandemia
Paulo Sadala afirma que os profissionais estão cada vez mais cansados e as escalas de trabalho difíceis de serem montadas

Paulo Sadala afirma que os profissionais estão cada vez mais cansados e as escalas de trabalho difíceis de serem montadas

Ribeirão Preto enfrenta uma situação crítica com relação à pandemia de Covid-19. Os números de internações e novos casos batem recordes, sobrecarregando o sistema de saúde e colocando profissionais de saúde em situação limite.

Leitos Ocupados e Novos Casos

A taxa de ocupação de leitos de UTI na cidade é alarmante, atingindo 96,25% no total (308 de 320 leitos ocupados) e 98% nos hospitais públicos (156 de 159 leitos ocupados). O boletim epidemiológico divulgado recentemente aponta mais 898 novos casos de coronavírus, elevando o número total de infectados na cidade para mais de 80 mil, com 23 novas mortes registradas, incluindo uma criança de 12 anos com doença preexistente. O total de óbitos chega a 2.190.

Profissionais de Saúde no Limite

A situação se agrava com o esgotamento físico e emocional dos profissionais de saúde. Muitos estão pedindo demissão, devido à alta demanda, jornadas extenuantes e remuneração inadequada. Em entrevista, o médico intensivista Paulo Sadala descreve a rotina nos hospitais como um “pesadelo diário”, com a necessidade de tomar decisões difíceis sobre a alocação de leitos de UTI em meio à escassez e à gravidade dos casos.

Aumento de Casos em Grupos Mais Jovens e o Fator Comportamental

Dr. Sadala destaca um aumento significativo de internações em pacientes mais jovens, entre 30 e 55 anos, mesmo sem comorbidades ou obesidade. Ele relaciona essa situação com a falta de empatia e o comportamento da população, com aglomerações e festas clandestinas, principalmente nesse grupo etário. A redução na oferta de leitos pelo HC, devido à dificuldade de manter equipes completas, agrava ainda mais a situação. O médico enfatiza a complexidade do problema, que vai além da simples disponibilidade de ventiladores e equipamentos, necessitando de profissionais qualificados e recursos suficientes para garantir o atendimento adequado.

A situação em Ribeirão Preto demonstra a gravidade da pandemia e a urgência de medidas para conter o avanço do vírus, protegendo a população e os profissionais de saúde que lutam na linha de frente.

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