Hepatite B, DTP, febre amarela, gripe… vários imunizantes precisam de reforço e são essenciais para proteger a vida de todos
Com a aproximação do fim de ano, Está planejando viajar neste fim de, especialistas alertam para a importância de atualizar a caderneta de vacinação, especialmente para quem planeja viajar dentro do país ou para o exterior. A imunização é fundamental não apenas para crianças, mas também para adultos, prevenindo doenças graves e suas complicações, como gripes, pneumonia e doenças cardiovasculares, pulmonares e neurológicas.
Vacinas recomendadas para adultos
Segundo a Secretaria de Saúde, adultos que não foram imunizados na infância devem receber a vacina contra hepatite B, que consiste em três doses disponíveis na rede pública. A vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, requer reforço a cada 10 anos. A vacina contra febre amarela é indicada para moradores ou viajantes de áreas endêmicas, com proteção vitalícia, podendo exigir reforço em alguns casos.
A vacina contra gripe e influenza é recomendada anualmente, principalmente para idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, mas também beneficia adultos saudáveis, especialmente em períodos de surto. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser tomada após os 29 anos se a pessoa foi vacinada na infância.
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Vacinas disponíveis e indicações específicas: A vacina HPV é recomendada para adolescentes de 9 a 14 anos em dose única, disponível na rede pública, e para homens e mulheres de 15 a 45 anos em três doses, que devem ser tomadas na rede privada. A vacina meningocócica ACWY, que protege contra vários tipos de meningite, está disponível apenas na rede privada e é indicada para adultos que frequentam grandes aglomerações ou viajam para áreas de risco.
A vacina pneumocócica 23 valente é recomendada para pessoas com mais de 60 anos ou com doenças crônicas, disponível na rede pública para esses grupos e na rede privada para adultos sem fatores de risco.
Desenvolvimento de vacina contra malária no Brasil
A malária é uma doença grave e um problema de saúde pública, especialmente em regiões tropicais. No Brasil, a maioria dos casos ocorre nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, com 80% dos casos fora dessas áreas relacionados a pessoas que tiveram contato com essas regiões.
O infectologista e professor Rubens Pereira explica que o laboratório brasileiro está desenvolvendo a vacina Vivaxin, voltada para o tipo de malária mais frequente no país, a malária vivax. A vacina já passou por testes laboratoriais e foi apresentada em setembro durante o segundo Congresso de Inovação e Sustentabilidade, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais em parceria com a USP.
Em 2024, até o primeiro semestre, o Brasil registrou mais de 65 mil casos de malária, reforçando a importância do avanço científico rumo a uma vacina eficaz contra essa variante da doença.
Informações adicionais
A imunosenescência, que é a redução da imunidade com o envelhecimento, torna ainda mais importante o acompanhamento vacinal a partir dos 60 anos. Manter a vacinação em dia também ajuda a evitar a transmissão de doenças para crianças e pessoas vulneráveis, criando uma rede de proteção coletiva.



