Entidade quer saber se a Prefeitura de Ribeirão tem autorização para realizar as obras
Mais polêmicas cercam a construção das estações de ônibus na Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto. Após a exigência de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Prefeitura, a Transherp e o Ministério Público para solucionar infiltrações causadas pelas redes de água e esgoto, o Padre Chico acionou a Justiça.
Inquérito Policial
O padre solicitou a instauração de um inquérito policial para investigar possíveis irregularidades na obra. A Prefeitura, representada pela Prefeita Darci Vera e pelo Secretário de Obras, Branche Foie, terá que responder criminalmente. O desembargador Ivância Artória, da Quarta Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou que a delegacia de Ribeirão Preto apure os fatos, colhendo depoimentos da prefeita, do secretário e do padre para averiguar se a Prefeitura possui as devidas autorizações para a obra.
Resposta da Prefeitura
Luiz Rufino, representante da Prefeitura, afirmou que a administração municipal ainda não foi notificada sobre o inquérito, mas garantiu que a prefeita e o secretário estão à disposição para prestar esclarecimentos. Ele ressaltou que todas as obras no entorno da Catedral foram autorizadas pelo Condephaat (Conselho do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e seguiram as normas estabelecidas por este órgão. As obras na Visconde de Aúmia e na Médio Brasil foram realizadas com autorização do Condephaat, enquanto as obras na Floresta Abril foram suspensas temporariamente.
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Situação Atual
O Padre Chico optou por aguardar o andamento do inquérito policial. A Prefeitura garante que as obras continuarão e que a previsão de entrega das plataformas é novembro de 2023. A situação demonstra a complexidade do processo, envolvendo questões legais e patrimoniais, e aguarda-se o desfecho das investigações para uma definição final.



