Equipamento está inativo desde março quando a fiação elétrica foi furtada
Ribeirão Preto enfrenta uma situação preocupante: há quase cinco meses, a estação de monitoramento da qualidade do ar, localizada no Parque Maurílio Biage, está inoperante devido a um furto de fiação elétrica ocorrido em março. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) afirma que a previsão é de que o equipamento seja consertado na próxima semana, após a reabertura do parque.
Seca prolongada agrava a situação
A ausência de chuvas, que já dura 66 dias, agrava o problema. Somado às altas temperaturas, o aumento das queimadas na região – com registros de 20 a 30 ocorrências diárias, segundo o Corpo de Bombeiros – compromete ainda mais a qualidade do ar. A umidade relativa do ar, em alerta desde o final de junho, atingiu 23% recentemente e permanece baixa, abaixo dos 30%.
Impactos na saúde
A professora de química da USP, Lúcia Campos, alerta para os riscos à saúde causados pelas pequenas partículas presentes no ar. Essas partículas, que permanecem na atmosfera por mais tempo em condições de baixa umidade, podem penetrar na corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo e causando complicações. A falta de umidade impede que as partículas se hidratem, cresçam e precipitem por gravidade, resultando em maior concentração de poluentes no ar que respiramos.
Com a umidade do ar em 22% e temperaturas de 34 graus, a população de Ribeirão Preto busca se proteger dos efeitos do calor e da má qualidade do ar, recorrendo a medidas como hidratação constante e outros cuidados para minimizar os impactos na saúde. A previsão do tempo, por enquanto, não indica mudanças significativas no cenário.



