Armamento fica lacrado em caixas escondidas em salas secretas; em fevereiro, 1160 armas foram apreendidas e destruídas
As armas apreendidas em São Paulo têm um destino específico após passarem pela análise pericial: os laboratórios do Instituto de Criminalística.
Análise pericial e destinação das armas
No Instituto de Criminalística, peritos descrevem cada arma, verificam numeração e funcionamento. Após a análise, as armas são devolvidas à polícia ou à justiça. A demanda é alta: são cerca de 880 armas de fogo analisadas mensalmente. Um processo crucial é a comparação balística, onde os peritos analisam marcas de projéteis para vincular armas a crimes, auxiliando na resolução de casos e na atribuição de responsabilidades.
Segurança e armazenamento das armas apreendidas
Por questões de segurança, desde 2017 as armas apreendidas não permanecem nos fóruns durante os processos judiciais. Elas são mantidas em salas secretas, em caixas lacradas, com acesso restrito a funcionários da justiça. A liberação definitiva ocorre somente após a sentença judicial, o que pode levar anos. Atualmente, a Polícia Militar guarda 5.241 armas apreendidas, enquanto um lote de 9.043 armas foi recentemente destruído pelo Exército.
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Combate ao tráfico de armas: novas tecnologias e estratégias
Apesar do expressivo número de apreensões, novas tecnologias são essenciais para o combate eficaz ao tráfico de armas. O rastreamento sistemático de inteligência, que identifica a origem e o fornecedor das armas utilizadas em crimes, permite ações mais rápidas e eficazes por parte da polícia. No mês passado, 1.160 armas ilegais foram apreendidas em São Paulo e destruídas. A combinação de perícia, segurança e inteligência é fundamental para reduzir a circulação de armas ilegais e garantir a segurança pública.



