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Estado cancela fechamento de escolas em Ribeirão Preto

Após pressão de alunos, pais e professores, reestruturação do sistema de ensino estadual não fechará mais escolas na cidade
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Após pressão de alunos, pais e professores, reestruturação do sistema de ensino estadual não fechará mais escolas na cidade

Após pressão de alunos, pais e professores, reestruturação do sistema de ensino estadual não fechará mais escolas na cidade

As recentes mudanças anunciadas no ensino público estadual, que inicialmente levantaram a possibilidade de fechamento de escolas, resultaram em alterações mais brandas. A adaptação envolve a junção de alunos do ensino médio e fundamental em algumas instituições, afetando um total de cinco escolas na região de Ribeirão Preto.

Reorganização Escolar em Ribeirão Preto: Detalhes das Mudanças

Segundo a dirigente regional de ensino, Simone Maria Loka, as mudanças imediatas na região se concentram em duas principais alterações. Alunos do ciclo 2 (6º ao 9º ano) da E.E. Domingos João Bati Cispinelli passarão a estudar na E.E. Oscar de Moura Lacerda. Em contrapartida, os alunos do ensino médio da E.E. Oscar de Moura Lacerda serão transferidos para a E.E. Domingos João Bati Cispinelli. Além disso, os alunos do ensino médio da E.E. Eva Alter Paiva serão remanejados para a E.E. General Osório do Corrêa de Carvalho e E.E. Eugênia de Toledo Pisa.

Reações e Críticas às Medidas

Mauro e Nácio, coordenador regional da APOSP (sindicato que representa os professores), considera as medidas tímidas, resultado da pressão popular contra o possível fechamento de escolas. Ele argumenta que, apesar de menores, as mudanças ainda não são benéficas e representam um recuo do governo frente à reorganização inicial. O sindicato planeja visitar as escolas afetadas para conversar com professores e organizar a luta contra possíveis prejuízos aos alunos e pais.

Impacto na Qualidade do Ensino e Custos

José Marcelino, professor da USP Ribeirão e especialista em políticas educacionais, ressalta que as medidas, mesmo modestas, representam um retrocesso para o ensino público estadual. Ele critica a falta de preocupação com a qualidade e o acesso, argumentando que as escolas ficarão mais distantes, buscando apenas reduzir custos. Marcelino lamenta a segmentação das escolas e a desvalorização dos professores, que enfrentam baixos salários e falta de tempo para preparação de aulas.

As mudanças divulgadas entrarão em vigor a partir de 2016.

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