Haroldo Corrêa Rocha celebra o retorno, mas reforça a importância da conscientização sobre os protocolos sanitários
O retorno às aulas presenciais em fevereiro de 2021 em São Paulo foi marcado por expectativas e preocupações. O governo estadual criou uma comissão médica para orientar as escolas, que reabriram algumas unidades previamente para planejamento e distribuição de merenda.
Preparação das Escolas Estaduais
O secretário-executivo de educação de São Paulo, Aurodo Correia Rocha, destacou os investimentos estaduais em segurança sanitária. Foram destinados 50 milhões de reais na compra direta de máscaras, álcool em gel, sabonete e papel toalha, e outros 50 milhões por meio do PDDE-Pauli, um sistema que permite às escolas comprarem materiais localmente. Além disso, 700 milhões de reais foram investidos em adaptações nas escolas, incluindo melhorias nos banheiros e organização do espaço para garantir o distanciamento entre alunos.
Protocolos de Segurança e Monitoramento
Rocha enfatizou a importância do cumprimento de três ações principais: uso de máscaras, higienização frequente das mãos e distanciamento social. Um sistema de monitoramento, o SIMED, foi implementado para registrar casos de COVID-19 nas escolas, permitindo uma resposta rápida em parceria com a vigilância epidemiológica. Escolas estaduais sem condições adequadas não retornariam ao atendimento presencial.
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Considerações sobre a Transmissão do Vírus em Crianças
O secretário abordou a questão da transmissão do vírus entre crianças, citando estudos que indicam uma menor taxa de contaminação e transmissão em comparação com adultos. Ele ressaltou que a maioria das crianças infectadas são assintomáticas. Para os profissionais da educação, foram disponibilizadas máscaras de uso prolongado e máscaras acrílicas para maior proteção. Apesar disso, reconheceu a existência de riscos em qualquer ambiente e a importância de medidas de isolamento em casos suspeitos ou confirmados.
Apesar dos desafios e preocupações, a volta às aulas presenciais em São Paulo em 2021 representou um esforço conjunto para equilibrar a necessidade do retorno presencial com a segurança sanitária, considerando a saúde física e emocional dos estudantes.



