Medida foi tomada após São Paulo atingir 300 casos da doença para cada 100 mil habitantes; Ribeirão tem 3.863 casos positivos
O governo do Estado de São Paulo decretou, nesta manhã, estado de emergência em razão do aumento nos casos de dengue. A medida foi tomada pelo Centro de Operações de Emergências, grupo coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde, com o objetivo de mobilizar recursos e ampliar a resposta ao surto.
Motivo do decreto e expectativa por mais recursos
O infectologista e ex-secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Davi Uip, afirmou em entrevista à CBN que o decreto pode favorecer a destinação de verbas e insumos para o combate à doença em um momento crítico. Segundo ele, os casos vêm subindo de forma contínua e foram observadas com maior frequência complicações clínicas graves que fogem ao padrão tradicional da dengue.
Novas manifestações graves e pressão sobre hospitais
Especialistas relatam um aumento de formas graves da doença, incluindo complicações cardíacas — como miocardites e pericardites — e manifestações neurológicas, entre elas quadros que se assemelham a encefalites. Esse cenário elevou o número de internados e a demanda por leitos de terapia intensiva, além de contribuir para o aumento de óbitos em algumas regiões.
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Situação em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto registra nível 2 de epidemia de dengue. De acordo com o último boletim epidemiológico municipal, são 3.863 casos confirmados e 10.368 suspeitos, além de duas mortes confirmadas e três óbitos em investigação. As autoridades locais destacam a necessidade de manter a vigilância e reforçar ações de controle do mosquito Aedes aegypti.
Autoridades de saúde reforçam o apelo para que a população não descuide das medidas preventivas, como eliminação de criadouros e uso de telas, enquanto gestores mobilizam recursos para ampliar a assistência aos casos mais graves.


