Principal forma de prevenção é a vacinação contra Papilomavírus Humano (HPV); médico oncologista explica
O estado de São Paulo deve registrar mais de 2.500 novos casos de câncer de colo do útero em 2024, segundo dados compilados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em razão dessa projeção, campanhas de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce estão sendo realizadas, especialmente durante o Janeiro Verde, mês dedicado à prevenção da doença.
Vacinação contra o HPV como principal prevenção
O médico oncologista Dr. Diocese Andrade, do grupo Oncoclínicas de Ribeirão Preto, destaca que o câncer de colo do útero é uma das poucas neoplasias que podem ser prevenidas, principalmente por meio da vacina contra o HPV. A vacinação está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, tanto meninos quanto meninas. A imunização dos meninos é fundamental para reduzir a transmissão do vírus e proteger futuras gerações.
Importância do exame preventivo: Além da vacinação, a prevenção secundária é realizada por meio do exame de Papanicolau, que deve ser feito anualmente por mulheres a partir do início da vida sexual. Esse exame detecta alterações pré-malignas no colo do útero, permitindo o tratamento precoce e evitando o desenvolvimento do câncer.
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Fatores de risco e faixa etária: O tabagismo e múltiplos parceiros sexuais são fatores que aumentam o risco de desenvolver o câncer de colo do útero. A doença pode surgir em mulheres jovens, a partir dos 20 anos, até idades mais avançadas, dependendo do tempo de infecção pelo HPV e da evolução das lesões.
Tratamento e avanços recentes: O tratamento varia conforme o estágio do câncer. Em casos iniciais, a cirurgia para remoção do útero e ovários pode ser curativa. Para tumores localmente avançados, a combinação de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia com pembrolizumab tem mostrado maior eficácia. Em casos de doença metastática, o tratamento é baseado em quimioterapia, podendo incluir imunoterapia.
Informações adicionais
Dr. Andrade reforça que a adesão à vacinação e o acompanhamento ginecológico regular são essenciais para reduzir a incidência e mortalidade pelo câncer de colo do útero. A campanha Janeiro Verde visa incentivar essas práticas para proteger a saúde das mulheres.



