Estado de São Paulo investiga mortes por bebidas com metanol e cria gabinete de crise
O estado de São Paulo enfrenta um grave problema de saúde pública com a investigação de cinco mortes e 22 casos suspeitos de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol. O governo estadual, liderado por Tarcísio de Freitas, anunciou medidas emergenciais para conter a crise e identificar os responsáveis pela falsificação.
Alerta e Ações do Governo
O governador Tarcísio de Freitas informou que foram realizadas 43 mil fiscalizações em estabelecimentos comerciais no último mês, demonstrando uma preocupação constante com a segurança dos produtos oferecidos à população. Diante do aumento de casos de intoxicação, o governo notificou o Ministério da Saúde e montou um gabinete de crise. Uma das primeiras ações foi a interdição cautelar de todos os estabelecimentos onde as bebidas adulteradas foram consumidas.
Detalhes dos Casos e Sintomas
Até o momento, há uma morte confirmada por metanol, quatro em investigação, e 17 casos suspeitos. Uma das vítimas fatais consumiu a bebida na capital paulista. Os falsificadores adulteram bebidas alcoólicas, como gin e vodca, adicionando metanol para aumentar o volume e, consequentemente, o lucro. O metanol é uma substância tóxica que pode causar náuseas, tonturas, convulsões, cegueira e, em casos mais graves, a morte. As autoridades alertam para que, ao sentir qualquer um desses sintomas após o consumo de bebidas alcoólicas, a pessoa procure imediatamente um serviço médico.
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Investigação e Canais de Denúncia
Nos últimos dias, as autoridades apreenderam 50 mil garrafas de bebidas suspeitas de adulteração e 15 milhões de selos fraudados. Uma grande operação está em andamento para identificar a origem das bebidas adulteradas e os responsáveis pela distribuição. A Polícia Civil e a Secretaria da Fazenda estão trabalhando em conjunto para cruzar informações e chegar aos distribuidores e fraudadores. A Secretaria da Saúde também adotou um protocolo de atendimento aos pacientes com sintomas de intoxicação e emitiu um alerta para toda a rede de saúde, orientando sobre a notificação, os protocolos e a disponibilidade de antídoto. Para denúncias, a população pode utilizar o número 181 da Polícia Civil, o 190 da Polícia Militar ou o canal exclusivo no site do Procon.
As medidas visam proteger a população e garantir que os responsáveis por essa grave situação sejam identificados e punidos.



