Estado de São Paulo registra 14 casos de intoxicação e duas mortes confirmadas por metanol
Dois pacientes foram internados no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto neste fim de semana com suspeita de intoxicação por metanol. Além disso, foi divulgado o resultado do exame de um paciente de Barrinha, que também apresentava suspeita de intoxicação por metanol.
Novos Casos e Resultados de Exames
Os dois pacientes internados em Ribeirão Preto deram entrada na unidade de emergência do Hospital das Clínicas na sexta-feira, sendo encaminhados para o setor de terapia intensiva. Eles permanecem internados, aguardando os resultados dos exames que confirmarão ou descartarão a presença de metanol em seus organismos.
A reportagem também obteve o resultado do exame do paciente de Barrinha, que havia recebido alta no dia 1º de outubro. Embora houvesse suspeita de intoxicação por metanol após o consumo de ‘isque’, o exame descartou essa possibilidade.
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Ações do Governo Estadual
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, realizou uma coletiva de imprensa para divulgar um balanço dos casos de metanol no estado. Segundo o governador, foram registradas duas mortes confirmadas por intoxicação por metanol, com sete óbitos ainda em investigação. Além disso, 14 casos foram confirmados como intoxicação e 178 estão sob investigação.
Tarcísio de Freitas destacou a logística que o governo estadual tem implementado para realizar os exames e testes necessários para a identificação do metanol. Ribeirão Preto se destaca como um dos polos de referência nesse processo, com o uso do Laboratório de Toxicologia e Análise Forense da USP Ribeirão para análises rápidas.
Tratamento e Antídoto
O governo também estruturou a rede de saúde para garantir o tratamento adequado, adquirindo 2.500 ampolas de álcool etílico absoluto, o antídoto para a intoxicação por metanol. Essas ampolas foram distribuídas para 20 hospitais de referência em todo o estado de São Paulo, incluindo o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
O professor Bruno Espinosa de Martínez, do Laboratório de Toxicologia Forense da USP Ribeirão, explicou que o processo de análise das amostras de sangue contaminado com metanol utiliza uma técnica de cromatografia para identificar substâncias voláteis. Ele ressaltou que o laboratório também pode analisar bebidas adulteradas, embora essa responsabilidade recaia sobre a polícia.
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto está apto a realizar o tratamento considerado seguro para pessoas contaminadas por metanol. A administração de etanol intravenoso inibe a metabolização do metanol, evitando a formação de compostos tóxicos que causam os sintomas graves da intoxicação.
O álcool etílico absoluto, utilizado como antídoto, é exclusivamente para fins médicos e só pode ser administrado em ambiente hospitalar.
A CBN Ribeirão continua acompanhando os casos de intoxicação por metanol, o papel de Ribeirão Preto nesse processo de análise e trará novas atualizações durante a programação.



