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Estado de São Paulo registra 315 casos da doença Mpox entre janeiro e julho de 2024

Número é quase três vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado; Epidemiologista Silvia Fonseca, comenta
Mpox São Paulo
Número é quase três vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado; Epidemiologista Silvia Fonseca, comenta

Número é quase três vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado; Epidemiologista Silvia Fonseca, comenta

São Paulo registra aumento de casos de mpox

Aumento de casos em São Paulo

O estado de São Paulo registrou 315 casos de mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) nos primeiros sete meses de 2024. Este número representa quase três vezes mais registros que o mesmo período de 2023. Embora expressivo, o número ainda é significativamente menor que os mais de 4 mil casos registrados em todo o ano de 2022, o primeiro ano da doença no Brasil.

Preocupação da OMS e cenário global

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou recentemente a mpox como uma emergência de saúde pública de importância internacional devido ao aumento global de casos, principalmente na África, e maior letalidade. A infectologista Dra. Silvia Fonseca explica que a doença é causada por um vírus que possui dois subtipos: o tipo 1, mais agressivo e prevalente na África, e o tipo 2, associado ao surto de 2022 em outros países. O aumento de casos do tipo 1 na África, com mais de 14 mil casos registrados e 500 mortes (provavelmente um número subnotificado), motivou o alerta da OMS.

Prevenção e tratamento

A Dra. Fonseca destaca a importância da informação e do alerta, pois o contágio é fácil por contato próximo com lesões. Embora o Brasil possua vacinas e tratamentos específicos para casos graves, a baixa adesão à vacinação em 2022 é uma preocupação. A especialista enfatiza que, apesar do alerta, não há uma epidemia global no momento, e a OMS busca antecipar-se aos possíveis surtos em outras regiões. A vacina, desenvolvida para varíola, é eficaz contra a mpox e é indicada para pessoas com contato próximo com infectados ou com imunidade comprometida. A médica ressalta a importância de estar atento aos sintomas e buscar diagnóstico precoce, lembrando que a doença não se restringe apenas à transmissão sexual, podendo atingir crianças por contato com secreções.

Apesar do aumento de casos de mpox, a Dra. Fonseca reforça a necessidade de manter a perspectiva, considerando outros problemas de saúde pública no Brasil, como a gripe e a Covid-19. A informação e a prevenção continuam sendo as melhores armas no combate a essa e outras doenças.

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