Enquanto em 2023 foram registrados 2.442 óbitos, em 2024 foram quase 2.800 vítimas; médica comenta sobre a prevenção
O número de mortes por mal-súbito aumentou 13% em todo o estado de São Paulo, saltando de 2.442 em 2023 para 2.779 em 2024. Quase duas mil pessoas perderam suas vidas de forma inesperada, um dado alarmante que exige atenção.
Casos que geram alerta
A história de Lara dos Santos, monitora escolar, ilustra o impacto devastador do mal-súbito. O irmão dela, aos 40 anos, sofreu um infarto enquanto trabalhava. Esse episódio familiar motivou a família a procurar ajuda médica, revelando pressão alta em Lara e a necessidade de tratamento. Walter Medias, vigilante, também relata casos semelhantes entre seus amigos, com um deles necessitando de cirurgia cardíaca. Esses exemplos demonstram que o mal-súbito pode atingir qualquer pessoa, independente da idade ou estilo de vida.
Um jovem atleta e a realidade do mal-súbito
O caso de Yuri Júlio Lopes, um estagiário de educação física de 27 anos, que morreu durante um treino na academia, chocou a todos. Seu colega, Alandro Santos, destaca que Yuri tinha uma rotina saudável e não apresentava sinais de problemas cardíacos. Esse fato reforça a importância dos exames periódicos, mesmo para indivíduos aparentemente saudáveis.
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Prevenção e cuidados
A cardiologista Elaine dos Reis Coutinho explica que, embora o mal-súbito seja um termo genérico que pode englobar diversas causas, a maioria dos casos fatais está relacionada a problemas cardíacos. A médica enfatiza a importância de exames de rotina, como eletrocardiogramas, exames de colesterol e glicemia, para a detecção precoce de cardiopatias. A prevenção, por meio de check-ups regulares e hábitos de vida saudáveis, é fundamental para reduzir o risco de morte súbita. Independente da idade, o acompanhamento médico é essencial para a manutenção da saúde e bem-estar.



