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Estado de São Paulo registra recorde de mortes por infarto em 2022

Foram 32.042 óbitos por doenças cardiovasculares, número 6,57% maior que em 2021; cardiologista Moyses Lima analisa o cenário
mortes por infarto
Foram 32.042 óbitos por doenças cardiovasculares, número 6,57% maior que em 2021; cardiologista Moyses Lima analisa o cenário

Foram 32.042 óbitos por doenças cardiovasculares, número 6,57% maior que em 2021; cardiologista Moyses Lima analisa o cenário

O número de mortes por infarto em São Paulo em 2022 foi o maior dos últimos três anos, atingindo a marca de 42 mil vítimas fatais, segundo dados da transparência dos cartórios de registro civil. Isso representa um aumento de 6,5% em relação a 2021 (32 mil mortes) e de 26,9% em comparação a 2020 (25.247 mortes).

Impacto da Pandemia e Diminuição no Acompanhamento Médico

Médicos apontam a interrupção do tratamento periódico e a redução de consultas durante a pandemia de Covid-19 como fatores contribuintes para esse aumento. A interrupção do acompanhamento médico, seja por falta de acesso ou por receio de contágio, levou muitos pacientes a negligenciar sua saúde cardiovascular, agravando quadros pré-existentes e contribuindo para o aumento de casos novos.

Fatores de Risco e Prevenção

O cardiologista Dr. Moisés Lima destaca os fatores de risco bem estabelecidos para doenças cardiovasculares: hipertensão, colesterol alto, diabetes, tabagismo e predisposição genética. Outros fatores, como sedentarismo, estresse e alimentação inadequada, também desempenham um papel importante. O médico enfatiza a importância de hábitos saudáveis, como atividade física regular, dieta equilibrada e controle do estresse, para a prevenção de problemas cardíacos. Ele também alerta para os riscos do cigarro eletrônico, que não diminui significativamente as chances de eventos cardiovasculares em comparação ao cigarro comum.

A Importância do Acompanhamento Médico

Dr. Lima ressalta a necessidade de procurar regularmente um médico para avaliação e acompanhamento, especialmente para aqueles que já possuem alguma comorbidade. A automedicação e a interrupção do tratamento prescrito são extremamente perigosas e podem levar a complicações graves. O médico recomenda que os pacientes confiem em seu médico para definir os exames necessários, evitando a realização de uma bateria de testes desnecessários. A prevenção e o acompanhamento médico são cruciais para controlar os fatores de risco e reduzir as chances de infarto.

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