Número é 35% maior do que em 2022; o que o poder público está fazendo para coibir o problema? Bruno Silva fala do tema
Furtos de fios elétricos brasileiros têm trazido transtornos crescentes a equipamentos públicos e motivaram debate em programa radiofônico nesta segunda-feira. O especialista em administração pública Bruno Silva alertou para a gravidade do problema e defendeu ações integradas entre prefeituras, guardas municipais e forças policiais.
O alcance do problema
Dados apresentados no programa indicam que, no ano passado, o estado de São Paulo teve pelo menos 664 quilômetros de fios furtados — um aumento de 35% em relação a 2022. Entre os estados mais afetados estão São Paulo e Paraná, o que mostra tratar‑se de um fenômeno disseminado e não isolado a algumas cidades.
Impactos nas escolas e na comunidade
Bruno Silva chamou atenção para as consequências diretas desses furtos em escolas, que são equipamentos públicos essenciais. A falta de fiação compromete o funcionamento das aulas, a segurança dos prédios e até o armazenamento de alimentos, afetando alunos, professores e famílias. Segundo o especialista, a vulnerabilidade física do prédio pode representar também risco à segurança das pessoas.
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Propostas para prevenção e atuação imediata
Para enfrentar o problema, Silva defendeu a criação de uma força‑tarefa que articule guarda municipal, sistemas de videomonitoramento, inteligência e polícia. Entre as medidas sugeridas estão investimentos na modernização do monitoramento, integração em tempo real com as forças policiais e patrulhamento preventivo dos arredores das escolas. O objetivo é priorizar políticas de prevenção em vez de apenas remediar prejuízos após cada episódio.
A prefeitura mencionada no programa informou que atua para resolver os casos com rapidez e minimizar os danos às atividades escolares, mas o especialista reiterou que medidas estruturais e coordenação política são necessárias para reduzir a recorrência dos furtos.
Especialistas ouvidos pelo programa ressaltam que há soluções técnicas e operacionais possíveis; falta, segundo eles, a prioridade política e o planejamento para implementá‑las de forma articulada e contínua.