Estelionatários usam as informações dos usuários para aplicar golpes; Luis Haddad, gerente da Serasa, ensina como se prevenir
Em 2023, o Sudeste brasileiro registrou 4,782 milhões de tentativas de fraude, segundo dados da Serasa Experian. São Paulo concentrou a maior parte dessas investidas criminosas, que visavam roubo e furto de identidade. Para entender melhor esse cenário, conversamos com Luís Dad, gerente da Serasa Experian.
Como funciona o indicador de tentativas de fraude?
O Fraudômetro da Serasa Experian mede as tentativas de fraude, principalmente o roubo de identidade. A contagem considera dados de soluções de prevenção à fraude e identidade, incluindo abordagens de validação documental (documentoscopia), biometria facial e verificação cadastral.
Quem são os alvos preferenciais?
Embora todos estejam sujeitos a fraudes, a faixa etária entre 36 e 50 anos concentra quase 37% das tentativas, seguida pela faixa de 26 a 35 anos (20%). Serviços bancários e cartões de crédito são alvos frequentes.
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Medidas de segurança e boas práticas
Para evitar fraudes, a Serasa Experian recomenda o uso combinado de tecnologias como biometria facial, verificação de dados cadastrais e de documentos, além do monitoramento do comportamento do dispositivo. Novas tecnologias, como softwares de ‘prova de vida’, ajudam a detectar imagens falsas (deepfakes) usadas em golpes. É crucial que empresas e indivíduos estejam atentos às novas tecnologias e boas práticas de segurança, como a ativação da autenticação em duas etapas, a atualização de softwares e o cuidado com links suspeitos e redes Wi-Fi públicas. Acompanhar regularmente o CPF por meio de serviços como o Registrato é fundamental para detectar atividades suspeitas em contas bancárias ou outros serviços associados.
A transformação digital acelerada pela pandemia aumentou a exposição a fraudes online. A conscientização e a adoção de medidas de segurança são essenciais para proteger indivíduos e empresas nesse ambiente digital cada vez mais complexo.



