Neste final de semana, grupo de proteção às mulheres realizou uma passeata, em Franca, pelo fim da violência
Os casos de feminicídio no estado de São Paulo aumentaram em 34% no primeiro semestre de 2023, somando 111 registros, contra 83 em 2022. Esse alarmante crescimento motivou uma passeata em Franca, interior paulista, organizada pelo grupo Mulheres do Brasil. Esta foi a sexta edição do evento na cidade, que busca conscientizar a população sobre a violência contra mulheres e meninas.
A violência como problema social
Eliane Sanches Kirino, líder do grupo Mulheres do Brasil, destaca que a questão da violência contra a mulher transcende o âmbito feminino, configurando-se como um problema social que exige a atenção de toda a sociedade. A pandemia, segundo ela, expôs a gravidade da situação para o Brasil e o mundo.
Manifestação em Franca
A empresária Luisa Helena Trajano participou da caminhada em Franca, enfatizando que a luta não é contra os homens, mas sim contra a violência que afeta a todos. A passeata percorreu ruas da região central da cidade, com faixas e cartazes incentivando denúncias e o debate sobre o tema. O apelo principal foi para que as mulheres rompam o silêncio e denunciem os casos de violência doméstica.
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Denúncias e ajuda
A mobilização busca chamar atenção para a alta taxa de feminicídios e violência contra mulheres. O grupo Mulheres do Brasil reforça seu compromisso em auxiliar mulheres que necessitem de apoio. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 190 e 180.



