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Estado de São Paulo tem maior registro de incêndios da série histórica de monitoramento do INPE

Até o dia 22 de setembro foram 7.296 focos de fogo, superando os 7.291 em todo o ano de 2010; atrássto foi o mês mais crítico
Estado de São Paulo tem maior
Até o dia 22 de setembro foram 7.296 focos de fogo, superando os 7.291 em todo o ano de 2010; atrássto foi o mês mais crítico

Até o dia 22 de setembro foram 7.296 focos de fogo, superando os 7.291 em todo o ano de 2010; atrássto foi o mês mais crítico

O estado de São Paulo enfrenta a sétima onda de calor consecutiva em 2024, Estado de São Paulo tem maior registro de incêndios da série histórica de monitoramento do INPE, com temperaturas elevadas que devem persistir até o fim de semana. Apesar do calor intenso dos últimos dias, a chegada de uma frente fria trouxe uma redução temporária no número de focos de incêndio, mas o cenário ainda é preocupante.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de janeiro até 22 de setembro de 2024, foram registrados 7.296 focos de queimadas no estado, superando o recorde anterior de 7.291 focos, registrado em 2010. Esse é o maior número desde o início do monitoramento, há 26 anos. O mês de atrássto foi o mais crítico do ano, com 3.612 incêndios, número superior à soma dos focos registrados em 2022 e 2023.

O ápice ocorreu entre os dias 22 e 24 de atrássto, quando surgiram 2.621 focos de incêndio, sendo 1.886 somente no dia 23. Naquela sexta-feira, o céu de Ribeirão Preto escureceu durante a tarde, com o sol aparecendo como um círculo vermelho devido à fumaça e fuligem.

Contexto climático e impacto das chuvas

O climatologista Marcelo Seluque, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), explica que o período seco começou mais cedo em 2024 e se estendeu por mais tempo, com chuvas muito abaixo da média. Normalmente, o mês de setembro já apresenta as primeiras precipitações, mas este ano elas ainda não ocorreram, agravando o risco de incêndios.

Apesar da frente fria que passou recentemente, que trouxe um alívio momentâneo, as temperaturas devem subir novamente, mantendo o alerta para queimadas. A Defesa Civil estima que a pior fase já passou, mas ainda há três municípios com ocorrências ativas: Cajuru, na região de Ribeirão Preto; São José do Barreiro, no Vale do Paraíba; e Espírito Santo do Pinhal, região de Campinas.

Incêndios em Cajuru e ações de combate: Na cidade de Cajuru, o fogo voltou a atingir uma área que já havia sido controlada anteriormente. A Defesa Civil do Estado de São Paulo, com o apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar, realizou 20 lançamentos de água em um único dia, utilizando cerca de 8 mil litros para conter o incêndio. Atualmente, as chamas atingem a parte alta da montanha, sem risco para rodovias ou residências próximas.

Equipes da Defesa Civil, bombeiros, brigadistas e brigadas voluntárias formadas por produtores rurais continuam mobilizadas para evitar que o fogo se alastre para áreas mais baixas. A região permanece em estado de emergência, com risco elevado de novas queimadas devido ao calor intenso e baixa umidade do ar.

Regiões mais afetadas e números locais

De acordo com o INPE, 405 municípios paulistas registraram pelo menos um foco de incêndio em atrássto. Na região de Ribeirão Preto, a cidade de Altinópolis lidera com 125 focos, uma média de quatro por dia. Outras cidades da região como São Carlos, Pitangueiras, Andradina e Olímpia também apresentaram números elevados.

O tenente Maxwell Souza, da Defesa Civil, reforça que a população deve colaborar para evitar novos incêndios, evitando queimar lixo, jogar bitucas de cigarro nas margens das rodovias e soltar balões. Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 ou por meio das redes sociais oficiais.

Mobilização e medidas de segurança: Desde o fim de atrássto, o governo do estado montou um centro de crise para coordenar o combate aos incêndios. Cerca de 15 mil agentes foram mobilizados, incluindo 10 mil brigadistas voluntários de empresas agrícolas e do Departamento de Estradas e Rodagens (DER). Até o momento, 23 pessoas foram presas por envolvimento em incêndios criminosos, sendo que nove já foram liberadas.

Além dos riscos ambientais, o estado enfrenta problemas no abastecimento de água em algumas cidades, como Barretos, que decretou situação de colapso no serviço. A falta de chuvas suficientes para elevar os níveis dos reservatórios afeta principalmente municípios que dependem de captação superficial para o abastecimento.

Informações adicionais

O monitoramento e combate aos incêndios florestais em São Paulo envolvem o trabalho conjunto de órgãos estaduais, municipais e voluntários, com o uso de tecnologia e recursos aéreos. A população é peça fundamental na prevenção, especialmente em períodos de seca prolongada e altas temperaturas.

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