Número é quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 26 mil internações; médico avalia alta
A Secretaria Estadual da Saúde divulgou dados preocupantes sobre o aumento de casos de sinusite no primeiro semestre de 2023. O número de atendimentos ambulatoriais quase dobrou em comparação com o mesmo período do ano passado, saltando de 26.124 para 51.154.
Sinusite: Um problema crescente
Tatiana Octavianu, que convive com a doença há dez anos, descreve os sintomas: “Começa a sentir tudo inchado aqui debaixo do olho e aí parece que uma incha que começa do lado de cá do ano que eu não consigo nem encostar a orelha no travesseiro, porque dói toda essa parte. Aí que eu sei que já está congestionada a ponto de ter que ir ao médico porque é sinusite.” Ela relata que mudanças bruscas de temperatura, como as vivenciadas em seu antigo emprego, agravaram o problema. Após a pandemia, Tatiana teve três crises de sinusite em 2022, todas necessitando de tratamento com antibióticos.
Fatores que contribuem para o aumento dos casos
O médico Shahim Mohamed aponta para uma possível relação entre a redução dos cuidados com a saúde e o aumento dos casos. “O ano passado a gente estava se cuidando mais para não ter muito contato com pessoas que estivessem com alguma infecção respiratória, usando ainda máscaras em lugares fechados”, explica. Além das mudanças bruscas de temperatura e do tempo seco, outros fatores podem contribuir para o agravamento da sinusite, como a sinusite crônica e o tabagismo. Em casos mais graves, a internação pode ser necessária, com tratamento intravenoso de antibióticos.
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Impacto nos atendimentos hospitalares
O aumento dos casos de sinusite também impactou as internações. No primeiro semestre de 2023, foram registradas 698 internações, contra 615 no mesmo período de 2022. A combinação de fatores como o relaxamento das medidas de prevenção à Covid-19, mudanças climáticas e hábitos de vida, parece estar contribuindo para esse crescimento alarmante de casos de sinusite.



