As temperaturas também ficaram altas, em Ribeirão Preto a média foi de 26,6ºC, enquanto a que máxima chegou a 32,2ºC
São Paulo enfrentou o mês de junho mais seco e quente dos últimos 63 anos, segundo dados do Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil Estadual. A capital paulista não registrou chuvas em nenhum dia do mês, com temperaturas máximas atingindo o maior valor desde 1961: 30 graus.
Interior do Estado Sofre Impacto Mais Severo
No interior, a situação foi ainda mais crítica. Regiões como Campinas, Bauru, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto registraram temperaturas 20% a 30% acima da média. Ribeirão Preto, por exemplo, atingiu 32 graus, enquanto a média para junho é de 26,6 graus. A estiagem severa também se fez presente, com Barretos registrando apenas 14% de umidade relativa do ar em junho, o menor índice do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
Baixa Umidade e Riscos à Saúde
A baixa umidade do ar, que chegou a 15% em Barretos em alguns dias de julho, é preocupante. O capitão da Defesa Civil, Roberto Farina Filho, explica que um sistema de bloqueio atmosférico impediu a chegada da umidade, inibindo as chuvas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera umidade entre 20% e 30% como estado de atenção, e entre 12% e 20% como estado de alerta. Recomenda-se hidratação, uso de soro fisiológico, evitar exercícios físicos em horários mais quentes e umidificar o ambiente. A baixa umidade aumenta o risco de queimadas.
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A operação São Paulo Sem Fogo monitora os riscos de incêndios florestais, mas a população precisa colaborar evitando ações como queima de lixo, uso de fogo em áreas rurais e descarte de bitucas de cigarro em rodovias. A combinação de calor extremo e umidade muito baixa cria um cenário propício para a propagação de incêndios, exigindo atenção e cuidado por parte de todos.



