Muitos moradores com essas idades alegam que não conseguiram se vacinar; Estado usa números do IBGE para enviar as doses
A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Ribeirão Preto, mas não obteve sucesso. Entretanto, o governo do Estado de São Paulo concedeu entrevista para esclarecer o andamento da vacinação contra a Covid-19.
Distribuição das Vacinas
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Tatiana Langostini, explicou o processo de distribuição das doses. Segundo ela, o Estado considera a população de cada município (IBGE 2020) e subtrai o número de pessoas já vacinadas em grupos prioritários (saúde, segurança, educação, comorbidades etc.). Para a faixa etária de 35 a 39 anos, foram enviadas 100% das doses necessárias. Já para o grupo de 30 a 34 anos, 79% das doses foram encaminhadas, com o restante previsto para a semana seguinte. A aplicação e o registro das doses são de responsabilidade de cada prefeitura.
Agendamento e Segundas Doses
Ribeirão Preto optou por um sistema de agendamento, que, segundo Tatiana, ajudou a evitar aglomerações. O Estado envia as segundas doses com base no prazo de cada vacina (28 dias para Butantan, 84 dias para AstraZeneca e Pfizer). Apesar disso, ainda há cerca de 7 mil pessoas sem a segunda dose da Butantan e 4 mil da AstraZeneca em Ribeirão Preto.
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Desafios e Soluções
A reportagem questionou sobre a possibilidade de as prefeituras terem flexibilidade na destinação das doses. Langostini esclareceu que o Estado recomenda a aplicação conforme a destinação (primeira ou segunda dose), mas o planejamento final fica a cargo dos municípios. A questão das perdas de doses também foi abordada. Ribeirão Preto, por meio do agendamento, busca minimizar esse problema. O cálculo das doses enviadas não inclui perdas, mas os municípios são orientados a evitar desperdícios. A base para o cálculo de 100% para cada grupo prioritário é a população projetada pelo IBGE 2020, subtraindo aqueles já vacinados em outros grupos. A orientação para prefeituras é garantir a vacinação de forma igualitária, buscando os cidadãos que ficaram para trás.
O governo do Estado acompanha a vacinação por meio do sistema Vaci-Vida, monitorando semanalmente a situação em cada município. A avaliação de Ribeirão Preto é positiva, com registros adequados no sistema, mas a busca ativa por aqueles que não completaram o esquema vacinal é crucial.


