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Estado já registra 3.233 incêndios no ano, número 35% maior do que em 2020

Morro Agudo é a cidade de São Paulo com o maior índice de destruição de vegetação, cerca de 40 mil hectares
incêndios florestais
Morro Agudo é a cidade de São Paulo com o maior índice de destruição de vegetação, cerca de 40 mil hectares

Morro Agudo é a cidade de São Paulo com o maior índice de destruição de vegetação, cerca de 40 mil hectares

Outro assunto que destacamos é o aumento significativo de queimadas e incêndios, impulsionado pelo calor e a secura. O fogo tem atingido áreas urbanas, rurais e reservas ecológicas, causando danos ambientais e prejuízos incalculáveis.

Ação Humana como Principal Causadora

De acordo com a Polícia Ambiental e Defesa Civil, 90% dos incêndios são causados por ação humana. Imagens de câmeras de segurança flagraram, por exemplo, um homem ateando fogo em uma área próxima à Estação Ecológica de Jataí, em Luís Antônio, a maior área de preservação do Cerrado em São Paulo. O incêndio, que já dura uma semana, destruiu uma área equivalente a 1.400 campos de futebol.

Consequências Devastadoras e Ações de Combate

Em Morungaba, cidade com o maior número de queimadas no estado, estima-se que 40 mil hectares precisarão de recuperação. O tempo seco e quente contribuem para a propagação do fogo, mas a ação humana agrava a situação. Nos primeiros oito meses do ano, o número de grandes queimadas aumentou 35% em comparação ao mesmo período de 2020 (2.397 incêndios) para 3.233 incêndios em 2021. Bombeiros, caminhões-pipa e aviões atuam no combate aos incêndios, enquanto as investigações sobre as causas seguem em andamento.

Leis Ambientais e Punições

O diretor da Defesa Civil aponta como causas principais: queimadas de lixo descontroladas, queimadas rurais que fogem do controle e bitucas de cigarro jogadas em rodovias. O Ministério Público pune os responsáveis, aplicando multas e outras penalidades. Um exemplo é a multa de R$ 2,2 milhões aplicada ao dono de uma usina por incêndios que destruíram 308 hectares de vegetação em Aramina. As áreas atingidas, incluindo áreas de preservação permanente, vegetação nativa e lavouras, foram embargadas. As consequências dos incêndios incluem multas administrativas, reparação civil do dano ambiental e punições criminais, com pena de detenção para quem ateia fogo em matas e florestas.

A situação exige ações efetivas de prevenção e combate a incêndios, conscientização da população e rigor na aplicação das leis ambientais para proteger o meio ambiente e evitar tragédias como essas.

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