Plano São Paulo foi atualizado nesta quarta-feira (26); confira os detalhes com Marcelo Fontes no ‘De Olho na Política’
Nesta edição do Giro, analisamos as mudanças no plano de flexibilização do governo de São Paulo, as decisões da Câmara Municipal de Ribeirão Preto sobre o transporte público e a nova secretária do Meio Ambiente da cidade.
Flexibilização em São Paulo: Retrocesso ou Cautela?
O governo paulista recuou na flexibilização proposta para 1º de junho, mantendo a fase de transição com as regras atuais. A autonomia dos municípios em adotar medidas mais restritivas permanece, como observado em Ribeirão Preto e Franca. Essa decisão transfere a responsabilidade por medidas mais rígidas aos municípios, uma vez que a fase de transição se assemelha a uma fase amarela ou verde, considerada liberal para o momento da pandemia no interior paulista. Prefeitos estão, portanto, tomando a iniciativa de restringir a circulação para conter o avanço do coronavírus.
Transporte Público em Ribeirão Preto: A Câmara Derruba Veto
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto derrubou o veto do prefeito ao projeto que determina que ônibus aceitem passageiros até a ocupação total dos assentos, evitando aglomerações. A prefeitura irá analisar se recorrerá da decisão via ação direta de inconstitucionalidade, alegando interferência entre poderes e a redução da frota de ônibus devido à pandemia. Embora a intenção seja evitar superlotação, a viabilidade de atender 90 mil passageiros sentados, considerando a redução da frota e horários de pico, permanece como um desafio.
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Mudança na Secretaria do Meio Ambiente de Ribeirão Preto
O secretário Samuel Solito pediu exoneração da Secretaria do Meio Ambiente de Ribeirão Preto, sendo substituído pela arquiteta e urbanista Caterina Andréia. A nova secretária, professora universitária e ex-chefe de divisão da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão Pública, assume uma pasta com orçamento reduzido e grandes desafios, como a baixa arborização da cidade e a necessidade de recuperação de áreas afetadas por incêndios. A falta de recursos exige a busca por parcerias com os governos federal e estadual, além da iniciativa privada, para implementar melhorias no município.
As decisões tomadas em São Paulo e Ribeirão Preto refletem os desafios contínuos enfrentados durante a pandemia e a necessidade de equilibrar saúde pública com a economia. A gestão pública precisa se adaptar e buscar soluções criativas para superar os obstáculos.