Thiago Fernandes explica o conflito entre EUA e China e quais reflexos em relação à plataforma no Brasil; ouça o ‘Conexão CBN’
Durante o programa Conexão CBN, o especialista Tiago Fernandes falou sobre as tensões entre Estados Unidos e China que colocam em risco o funcionamento do TikTok no mercado americano — e possivelmente em outros países. Segundo ele, a controvérsia é parte de um embate geopolítico maior e tem repercussões diretas sobre privacidade e negócios digitais.
O que está em jogo
Fernandes explicou que o TikTok, desenvolvido por uma empresa chinesa, saiu da bolha nacional e conquistou usuários em todo o mundo. Com o aumento das disputas comerciais e políticas entre Washington e Pequim, os EUA passaram a pressionar por mudanças. A orientação norte-americana, conforme descrita pelo especialista, exige que o aplicativo seja vendido para interesses dos Estados Unidos e estabeleça uma sede americana — caso contrário, poderá ser proibido de operar no país.
Dados, soberania e segurança
O principal ponto de preocupação são os dados dos usuários. Tiago Fernandes afirmou que informações sobre hábitos e comportamentos coletadas nas plataformas acabam sendo armazenadas no país de origem da empresa — no caso do TikTok, na China. Esse fluxo de dados alimenta o argumento das autoridades contrárias à presença da rede social em seus territórios. O entrevistado também citou, como comparação, episódios em que governos adotaram medidas semelhantes por questões de proteção de dados.
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Impactos para usuários e empresas
Para usuários comuns, a discussão pode trazer mudanças no acesso e na disponibilidade de conteúdos. Para empresas e criadores que baseiam sua presença digital exclusivamente em redes sociais, Fernandes alertou para o risco de interrupções repentinas que afetem negócios e comunicação. Por isso, recomendou diversificar canais — mantendo sites próprios e outras formas de distribuição — para reduzir a vulnerabilidade a decisões políticas que impeçam o funcionamento de plataformas estrangeiras.
O caso do TikTok segue em tramitação e deverá ter desdobramentos nas próximas semanas. Enquanto isso, especialistas e empresas são orientados a acompanhar a evolução política do tema e a reforçar alternativas tecnológicas e de comunicação.