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Estagiárias prestam depoimento sobre polêmica em creche de Restinga

Auxiliares disseram que sofriam ameaças de perderem o emprego caso não aplicassem os castigos
creche Restinga
Auxiliares disseram que sofriam ameaças de perderem o emprego caso não aplicassem os castigos

Auxiliares disseram que sofriam ameaças de perderem o emprego caso não aplicassem os castigos

Castigo com saco de lixo em creche de Restinga: depoimentos das estagiárias

Duas estagiárias de uma creche em Restinga prestaram depoimento à polícia civil sobre o caso de crianças de 3 a 4 anos que foram colocadas em sacos de lixo. Segundo as estagiárias, a professora titular, Silma Lopes de Oliveira, alegava que o método era pedagógico e ameaçava demiti-las caso se recusassem a participar. Uma das estagiárias negou ter aplicado os castigos, afirmando que apenas batia com uma raquete na mesa para chamar a atenção das crianças. A outra estagiária relatou ter medo de perder o emprego e, por isso, cedeu às ordens da professora.

Medo de demissão e silêncio

A estagiária que negou a participação nos castigos alegou ter usado a raquete apenas para fazer barulho e chamar a atenção das crianças, sem ameaças. Já a outra estagiária admitiu ter colocado as crianças nos sacos de lixo por medo de demissão, pois dependia do salário do estágio para ajudar sua família. O delegado Eduardo Bonfim ouviu as estagiárias em Franca para evitar tumultos na delegacia de Restinga.

Investigação em andamento

As professoras Silma Lopes de Oliveira e Priscila Melo, apesar de intimadas, não compareceram à delegacia para prestar depoimentos. O advogado de Silma afirma que é prematuro julgar as imagens, que são curtas e de baixa qualidade, e que aguarda acesso ao inquérito para se manifestar. A polícia investiga mais de 50 horas de imagens de câmeras de segurança e os vídeos serão periciados. Além do inquérito policial, as professoras respondem a um processo administrativo da prefeitura e estão afastadas das funções. A denúncia inicial partiu de uma mãe que teve seu filho castigado no mês passado, enquanto as imagens em questão são de 14 de setembro.

As investigações seguem em andamento, com a polícia aguardando os depoimentos das professoras e a perícia das imagens. O caso gerou grande repercussão e preocupações com a segurança das crianças na creche.

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