Com a chegada de 2026, a busca por planejamento de carreira volta ao centro das atenções, especialmente entre estudantes do ensino médio, técnico e universitário. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, a especialista em recursos humanos e desenvolvimento humano Fabíola Molina ressaltou que o estágio deve ser encarado como uma estratégia profissional, e não apenas como uma exigência curricular.
Segundo ela, o estágio representa uma das principais portas de entrada para o mercado de trabalho, tanto para o jovem quanto para as empresas, que conseguem formar profissionais desde o início da carreira, alinhando competências técnicas, comportamentais e cultura organizacional.
Porta de entrada
Fabíola explica que o estágio permite ao estudante vivenciar a prática profissional antes mesmo da contratação formal, o que contribui para uma transição mais segura para vagas efetivas ou até para o empreendedorismo. Para as empresas, o modelo é uma forma eficiente de desenvolver talentos gradualmente.
A especialista alerta que deixar o estágio apenas para o final do curso pode limitar oportunidades. O ideal, segundo ela, é iniciar quanto antes, ainda nos primeiros períodos da graduação ou mesmo durante cursos técnicos e o ensino médio, quando permitido por lei.
Estratégia de carreira
O estágio, de acordo com Fabíola, deve fazer parte de um planejamento estratégico. Isso envolve observar o próprio comportamento, como o estudante se relaciona no ambiente escolar e a participação em projetos, eventos, congressos e atividades extracurriculares.
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Essa vivência amplia a compreensão entre teoria e prática, ajudando o estudante a entender como os conteúdos ensinados em sala de aula se aplicam à realidade do mercado. Empresas, segundo ela, buscam jovens com curiosidade, vontade de aprender e capacidade de colocar o conhecimento em ação.
Autoconhecimento
Antes mesmo de procurar uma vaga, a especialista recomenda um exercício de autoconhecimento. Identificar pontos fortes, interesses, disciplinas favoritas e expectativas profissionais ajuda o jovem a fazer escolhas mais conscientes, ainda que elas não sejam definitivas.
Fabíola reforça que experimentar áreas diferentes também faz parte do processo. Entrar em um setor que não era a primeira opção pode surpreender positivamente, tanto pelo aprendizado técnico quanto pelas relações humanas e pelo propósito da empresa.
Currículo ativo
Mesmo sem experiência formal, o estudante pode e deve construir um currículo consistente. Projetos escolares, participação em grêmios, trabalhos em grupo, iniciativas pessoais e atividades voluntárias são exemplos de vivências que demonstram habilidades importantes ao recrutador.
Além do currículo tradicional, a especialista destaca a importância do LinkedIn como ferramenta profissional. Manter um perfil ativo, comentar temas relevantes e interagir com conteúdos da área de interesse aumenta a visibilidade e demonstra engajamento com o mercado de trabalho.
Iniciativa profissional
Para Fabíola, mais do que conhecimento técnico, empresas valorizam jovens com iniciativa, energia e disposição para aprender. Mostrar interesse genuíno, buscar orientação com líderes e se colocar à disposição para colaborar são atitudes que fazem diferença no ambiente corporativo.
Ela ressalta que carreiras de sucesso são construídas com propósito, intensidade e qualidade. Segundo a especialista, não é possível alcançar grandes resultados com atitudes medianas, e o estágio é um espaço privilegiado para desenvolver esse comprometimento desde cedo.
Liderança educadora
A especialista também destacou a importância do treinamento e desenvolvimento dentro das empresas, defendendo o conceito de liderança educadora. Para ela, o ambiente corporativo também é um espaço de aprendizado contínuo, especialmente diante da diversidade geracional.
Com a rápida transformação do mercado e o avanço da pluralidade nas equipes, Fabíola acredita que integrar jovens talentos ao cotidiano das empresas fortalece a inovação e contribui para a evolução dos negócios.



