Médico aponta que a rede privada de saúde também está com dificuldade de abrir novos leitos por falta de médicos
Nesta quinta-feira, o programa abordou a situação da pandemia de Covid-19 em Ribeirão Preto, com foco na rede privada de saúde. Dados do site leitoscovid.org apontam ocupação de 87% nas enfermarias (130 de 149 leitos ocupados) e 93% nas UTIs (121 de 130 leitos ocupados).
Rede Privada em Alerta
Em entrevista, o Dr. Pedro Palosso, diretor do Grupo São Lucas, relatou que todos os leitos de Covid-19 na rede privada estão ocupados, apesar do aumento recente na quantidade de leitos disponíveis. A demanda, no entanto, continua superior à capacidade de atendimento. A situação é considerada preocupante, representando o pico de atendimento durante toda a pandemia. Há 40 leitos de UTI disponíveis, com 43 pacientes internados, sendo que 3 aguardam leitos no pronto-atendimento. Fora da UTI, há mais 46 pacientes internados.
Insumos e Contratação de Profissionais
Sobre os insumos, o Dr. Palosso afirmou que o grupo faz parte de um consórcio de hospitais que garante o fornecimento contínuo de medicamentos, com estoque para cerca de 20 dias. A maior dificuldade, segundo ele, reside na contratação de profissionais de saúde, principalmente médicos capacitados para atuar em UTIs de Covid-19. A falta de médicos, técnicos de enfermagem e enfermeiros limita a expansão do número de leitos.
Leia também
Vacinação, Gravidade e Novas Cepas
A vacinação dos funcionários do Grupo São Lucas atingiu 100%, resultando em queda significativa de afastamentos nos primeiros meses. Entretanto, houve um recente aumento de casos, embora com menor gravidade comparado ao período pré-vacinação. O Dr. Palosso destacou o aumento do tempo de internação na UTI (acima de 12 dias em média), sobrecarregando o sistema. A maioria dos pacientes (quase 50%) chega com necessidade imediata ou posterior de UTI, sendo que 85% dos pacientes de UTI estão entubados. Quanto às novas cepas, o Dr. Palosso explicou que o tratamento permanece similar, apesar da maior transmissibilidade da variante P2 e do surgimento de novas variantes, como a P4, que ainda está sendo estudada.
O Grupo São Lucas utiliza um protocolo institucional de atendimento baseado nas recomendações da Organização Mundial da Saúde. A conscientização da população sobre o isolamento social e as medidas de proteção é fundamental para controlar a disseminação do vírus. O Dr. Palosso finaliza enfatizando a responsabilidade dos profissionais de saúde em atender a população, mesmo diante dos riscos envolvidos.



