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Estamos vivendo uma epidemia silenciosa de depressão e ansiedade, aponta Rodrigo Stabeli

Segundo a OMS, mais de 280 milhões de pessoas sofrem com depressão; redes sociais e uso excessivo de tela são fatores centrais
Estamos vivendo uma epidemia silenciosa de
Segundo a OMS, mais de 280 milhões de pessoas sofrem com depressão; redes sociais e uso excessivo de tela são fatores centrais

Segundo a OMS, mais de 280 milhões de pessoas sofrem com depressão; redes sociais e uso excessivo de tela são fatores centrais

O pesquisador titular da Fiocruz, Estamos vivendo uma epidemia silenciosa de, Rodrigo Estábeli, comentou sobre a saúde mental, destacando a prevalência da depressão e do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), especialmente entre jovens e adolescentes. Segundo ele, o aumento do tempo diante das telas, principalmente nas redes sociais, tem relação direta com o crescimento desses transtornos.

Dados globais e nacionais: De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 280 milhões de pessoas no mundo vivem com depressão. No Brasil, uma pesquisa recente de 2022 revelou que um em cada três jovens apresenta sintomas de ansiedade e um em cada quatro apresenta sintomas de depressão.

Fatores que contribuem para o aumento dos transtornos

Estábeli aponta que a pressão social, insegurança, isolamento e falta de perspectiva são fatores que alimentam o sofrimento mental. Ele destaca que o excesso do tempo diante das telas, com conteúdos que ativam constantemente o sistema de recompensa do cérebro, gera uma ilusão de pertencimento e aceitação, mas também aumenta a comparação social e a exposição a padrões inalcançáveis.

Impactos do uso excessivo das telas: O pesquisador alerta que jovens que passam mais de duas horas e meia por dia em frente às telas têm maior risco de desenvolver depressão e transtorno de ansiedade generalizada. O uso excessivo pode causar uma mente cansada e agitada, dificultando a escuta interna e aumentando o sofrimento.

Reconhecimento dos sinais e busca por ajuda: Estábeli explica que a depressão não se resume à tristeza, mas envolve um vazio constante e perda de interesse pela vida. Já o transtorno de ansiedade generalizada manifesta-se por preocupação constante, tensão muscular, insônia, palpitações e sudorese. Caso esses sintomas persistam por mais de duas semanas e prejudiquem o sono, apetite, rotina ou convívio social, é recomendada a busca por ajuda profissional.

No Sul do Brasil, o atendimento pode ser iniciado na atenção básica de saúde, que encaminha para centros de atenção psicossocial (CAPS) para suporte especializado.

Informações adicionais

Para minimizar os efeitos negativos, é importante estabelecer limites no uso das telas, evitar o uso do celular antes de dormir, fortalecer vínculos sociais reais, praticar esportes e conversar abertamente sobre saúde mental. Estábeli reforça que falar sobre depressão e ansiedade ajuda a tirar a dor do silêncio, que é um passo importante para a recuperação.

Ele ainda compara a atual situação da saúde mental a uma epidemia silenciosa, semelhante à pandemia de covid-19, e destaca que cuidar da mente é um direito e dever de todos, incluindo o Sistema Único de Saúde (SUS).

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