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‘Estão morrendo mais pessoas e elas são cada vez mais jovens’, diz presidente do Sindicato dos Hospitais

Ribeirão Preto tem mais de 500 pessoas internadas com Covid-19; são 262 em UTI e 243 em enfermarias
Mortes jovens
Ribeirão Preto tem mais de 500 pessoas internadas com Covid-19; são 262 em UTI e 243 em enfermarias

Ribeirão Preto tem mais de 500 pessoas internadas com Covid-19; são 262 em UTI e 243 em enfermarias

Ribeirão Preto enfrenta um colapso no sistema de saúde devido ao aumento de casos graves de COVID-19. Com mais de 500 pessoas internadas, a cidade ultrapassa pela primeira vez desde o início da pandemia a marca de 500 pacientes com sintomas graves. Em Franca, a situação é igualmente crítica, com a ocupação de leitos chegando a 95% em alguns hospitais, correndo o risco de colapso.

Aumento de Internações e Letalidade

O Dr. Yussef Alimere Jr., presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de Ribeirão Preto, alerta para o agravamento da situação. Não apenas o número de internações aumentou significativamente, mas também a letalidade do vírus, com mais mortes e vítimas mais jovens. Pacientes que se recuperam da doença apresentam sequelas graves, como insuficiência renal, aumentando a demanda por hemodiálise.

Falta de Insumos e Suspensão de Cirurgias

A falta de insumos, como sedativos, utilizados tanto em pacientes com COVID-19 quanto em cirurgias, compromete ainda mais o sistema de saúde. Hospitais já suspendem cirurgias eletivas e enfrentam dificuldades para realizar procedimentos de urgência. O consumo desses insumos aumentou quatro vezes, transformando o consumo mensal em semanal.

Responsabilidade Individual e o Papel do Governo

O Dr. Alimere destaca a necessidade de responsabilidade individual no combate à pandemia, independente de medidas governamentais. Ele critica o planejamento do governo federal na aquisição de insumos para intubação, apontando falhas na compra desses itens no segundo semestre de 2022 e a lentidão na vacinação como fatores que contribuíram para o cenário atual. A falta de insumos, aliada à velocidade da vacinação, coloca o sistema de saúde em situação extremamente preocupante. A solução a curto prazo passa pela conscientização individual e pela contenção da disseminação do vírus, para evitar um colapso total do sistema.

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