Donos de estabelecimentos, que precisam manter equipamentos ligados 24 horas, relatam a dificuldade com o alto preço da tarifa
Apesar das chuvas isoladas registradas entre o fim de semana e ontem, Estiagem prejudica reservatórios das hidrelétricas e, os reservatórios continuam com níveis baixos, mantendo a bandeira amarela na conta de energia elétrica. Essa bandeira implica um custo adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, conforme decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) desde 1º de maio, devido à queda no volume de chuvas e ao período seco.
Com as temperaturas mais amenas, especialmente durante a manhã, madrugada e noite, o consumo de energia tem aumentado, principalmente por conta dos banhos quentes mais longos. Estabelecimentos comerciais, como salões de eventos, enfrentam dificuldades para reduzir o consumo, já que muitos equipamentos de refrigeração e fornos elétricos permanecem ligados 24 horas.
Alternativas para redução do consumo
Uma das soluções adotadas é a instalação de placas solares fotovoltaicas, que transformam a energia solar em eletricidade. Paulo Augusto Picoli, proprietário de um salão de eventos na região, relata que sua conta mensal caiu de cerca de R$ 1.200 a R$ 1.300 para aproximadamente R$ 850 após a instalação do sistema. Segundo o engenheiro mecânico Maurício Tadeu Soares da Silva, para quem possui sistema fotovoltaico, o impacto do aumento tarifário é praticamente nulo, enquanto para quem não tem, o aumento na fatura é de 2,7% independente do consumo.
Possíveis aumentos nas tarifas: Se as condições de seca persistirem e os níveis dos reservatórios continuarem a cair, a bandeira tarifária pode ser alterada para vermelha 1, com acréscimo de quase R$ 4,50 a cada 100 kWh consumidos, ou vermelha 2, que chegou a ser aplicada no ano passado, com aumento de R$ 7,87 a cada 100 kWh. Essas mudanças impactam diretamente o custo da energia para consumidores residenciais e comerciais.
Outras tecnologias para economia de energia: Além das placas solares, existem sistemas de aquecimento hidráulico que utilizam a luz solar para aquecer a água do chuveiro, além de mantas térmicas para piscinas e holofotes externos com energia solar integrada. Essas tecnologias, mais acessíveis, ajudam a reduzir o consumo de energia elétrica.
Informações adicionais
Para viabilizar o investimento em sistemas fotovoltaicos, existem linhas de crédito específicas que permitem o parcelamento em até 60 vezes. O engenheiro eletricista Júlio César Minuti destaca que, mesmo que o valor inicial seja alto, o sistema pode se pagar em cerca de três anos, considerando que sua vida útil é de aproximadamente 25 anos. O financiamento possibilita que o consumidor pague parcelas equivalentes ao valor atual da conta de energia, garantindo economia a médio e longo prazo.



