José Carlos de Lima Júnior aponta que Estados do Centro-Oeste enfrentam uma situação delicada com a falta de chuva
Prejuízos Devastadores da Estiagem Prolongada
A estiagem prolongada que assola diversas regiões do Brasil está causando prejuízos significativos ao agronegócio, com impactos diretos no custo dos alimentos para a população. No Tocantins, por exemplo, sem chuvas nas próximas duas semanas, estima-se uma perda superior a 50% da produção em algumas áreas, afetando principalmente a soja e o milho – insumos cruciais para a nutrição animal.
Impacto na Produção e no Varejo
A situação é crítica em vários estados, incluindo Goiás, Mato Grosso e Tocantins. Relatos de produtores demonstram perdas drásticas na produção. Um produtor em Goiás, com mais de 2 mil hectares plantados com soja, colheu apenas cinco sacas por hectare, contra uma média de 70, representando um prejuízo enorme. Além disso, o calor intenso acelera o amadurecimento de frutas como bananas, mangas e melões, aumentando perdas durante a produção, transporte e armazenamento, encarecendo o produto final ao consumidor.
Monitoramento e Desafios Tecnológicos
Apesar do monitoramento da estiagem e do uso de tecnologias na agricultura, o calor extremo impacta diretamente o processo de germinação das sementes. Em algumas regiões, a semeadura precisou ser repetida até três vezes sem sucesso, pois as sementes “cozinham” no solo seco e quente. A janela ideal para o plantio está sendo comprometida pela falta de chuvas, gerando uma situação preocupante para o futuro da produção agrícola.
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A situação exige atenção imediata, pois a seca impacta não apenas a produção de grãos, mas também a de frutas e hortaliças, com reflexos diretos nos preços e no abastecimento do mercado. A combinação de fatores climáticos adversos e os desafios tecnológicos para contornar a estiagem acentuam os prejuízos e a necessidade de medidas urgentes para mitigar os impactos.