Calor e tempo seco influenciam na safra e reajuste do preço
A região de Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise na produção de abacate devido à estiagem prolongada e altas temperaturas. A falta de chuvas, especialmente entre maio e setembro, resultou em uma queda na produtividade de aproximadamente 40%, impactando diretamente o preço do produto.
Prejuízos na Produção
Produtores locais, como Antônio Valentim e seu filho Danilo Rodrigo, relatam que nunca presenciaram uma seca tão intensa. Com terras em Jardinópolis e no sul de Minas Gerais, eles produzem cerca de 600 mil caixas de abacate anualmente. Este ano, porém, a expectativa é de uma produção 40% menor, representando um prejuízo significativo. A variedade precoce, o abacate ‘giada’, que normalmente abastece o mercado, está atrasada e com frutos menores devido à falta de chuvas.
Danos e Aumento de Preços
As altas temperaturas, ultrapassando os 40 graus em algumas semanas, também contribuíram para os danos. Muitas árvores não resistiram ao calor e à seca, e os frutos restantes estão mais fracos. A combinação de estiagem e calor extremo resultou em um aumento considerável no preço do abacate. Problemas como a verruguga, favorecida pelo clima quente e seco, afetam ainda mais a qualidade e o valor comercial da fruta. O custo de produção também aumentou, pois os produtores utilizam a mesma quantidade de recursos para cuidar de uma produção menor.
O aumento no preço do abacate já chegou aos varejões de Ribeirão Preto. Comerciantes, como Jai Wilson Antônio dos Santos, relatam um aumento expressivo, de aproximadamente R$ 40 a R$ 50 para R$ 100 a R$ 110 a caixa. Embora o período mais chuvoso esteja previsto para novembro, o setor ainda sentirá os impactos negativos da estiagem por um tempo.



