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Estiagem, tempo seco… quais os riscos para o Aquífero Guarani?

Estiagem, tempo seco... quais os riscos para o Aquífero Guarani?
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Estiagem, tempo seco... quais os riscos para o Aquífero Guarani?

Estiagem, tempo seco… quais os riscos para o Aquífero Guarani?

A estiagem prolongada e as altas temperaturas têm impactado severamente a região de Ribeirão Preto, com a baixa umidade relativa do ar agravando a situação. Após mais de 40 dias sem chuvas significativas, os efeitos são visíveis em diversos pontos da região.

Impacto nas Águas Superficiais

A Lagoa do Saibro, em Ribeirão Preto, e a Lagoa da Maravilha, em Serrana, são exemplos claros dos efeitos da seca histórica de 2024, com perdas significativas em seus volumes de água. A principal lagoa de Ipuan, município vizinho, praticamente se transformou em um amontoado de terra, com peixes mortos. A prainha de Sertãozinho também sofre com a falta de chuvas, tendo o parque sido temporariamente fechado devido ao baixo nível da lagoa artificial.

Ameaças aos Aquíferos Brasileiros

Um estudo recente conduzido por cientistas do Instituto de Geociências da USP e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) aponta que a crise climática global pode comprometer a recarga natural dos aquíferos brasileiros, reduzindo a disponibilidade de águas subterrâneas em quase todo o país. A pesquisa, publicada em uma revista internacional especializada, é de grande relevância para Ribeirão Preto, que depende exclusivamente do Aquífero Guarani para o abastecimento de água.

Resiliência das Águas Subterrâneas

O professor Ricardo Hirata, do Instituto de Geociências da USP e autor do estudo, explica que o aumento da temperatura intensifica a evaporação da água pelas plantas e pelo solo, diminuindo a infiltração e a recarga dos aquíferos. Ele ressalta que, com a redução da disponibilidade de água superficial, cidades e atividades econômicas tendem a buscar alternativas, como a água subterrânea. Dados oficiais mostram que cidades abastecidas por água superficial enfrentaram crises hídricas com o dobro da frequência em comparação com aquelas que dependem exclusivamente de água subterrânea, demonstrando a maior resiliência dos aquíferos em períodos de seca.

Acompanhamos de perto essa questão crucial para Ribeirão Preto, cuja água consumida diariamente provém integralmente do Aquífero Guarani.

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