Grupo foi um fenômeno principalmente entre os jovens; integrantes morreram em um trágico acidente aéreo em 1996
Mamonas Assassinas: O Filme – Uma Crítica Detalhada
A Trajetória Meteórica da Banda
Demorou 27 anos, mas finalmente chegou aos cinemas brasileiros o filme sobre a banda Mamonas Assassinas. A produção, que inicialmente seria uma série de televisão, foi reduzida para um longa-metragem de aproximadamente 100 minutos. O filme acompanha a trajetória da banda desde a formação, passando pela criação de sucessos como “Pelados em Santos”, até o auge da fama em seus oito meses de carreira. Embora não detalhe o acidente que vitimou os cinco integrantes, a narrativa foca na energia e na alegria que definiram a banda.
Pontos Altos e Baixos da Adaptação
O filme consegue capturar a essência da banda, com muita música, cores vibrantes e uma representação fiel da energia dos shows. A atuação, principalmente a de Rui Bressane como Dinho, é elogiada, transmitindo a irreverência e o carisma do vocalista. No entanto, alguns pontos da história são tratados de forma superficial, como a rivalidade inicial entre Dinho e Sérgio, que é rapidamente resolvida na narrativa. A ausência de maior detalhamento sobre a intensa presença da banda na mídia televisiva e radiofônica também é sentida por quem viveu a época. A opção por uma abordagem mais leve e focada na alegria, apesar de compreensível, pode deixar alguns detalhes importantes de fora.
Um Legado que Perdura
Apesar das ressalvas, o filme é uma homenagem bem-feita à banda Mamonas Assassinas. A produção consegue transmitir a alegria e o impacto que a banda teve na cultura brasileira, conquistando tanto os fãs antigos quanto uma nova geração. A ausência de um foco maior no acidente demonstra respeito às famílias e amigos dos músicos, priorizando a celebração de suas vidas e do legado musical deixado. A expectativa atrásra é por uma possível série que explore com mais profundidade os detalhes da trajetória da banda, preenchendo as lacunas deixadas pelo filme.



