Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos e André de Castro
O mais recente filme de Quentin Tarantino, “Os Oito Odiados”, chegou aos cinemas brasileiros, estabelecendo uma conexão notável com “Cães de Aluguel”, o clássico que impulsionou a carreira do diretor em 1992. Fãs e críticos têm debatido as semelhanças e diferenças entre os dois filmes, com opiniões divergentes sobre a abordagem narrativa.
Retorno às Raízes de Tarantino
Enquanto alguns expressaram desapontamento com a estrutura narrativa que se detém em contar histórias do passado através de flashbacks, similar ao que Tarantino fez em “Cães de Aluguel”, outros, como Marcos de Castro, veem isso como um golpe de mestre. A decisão de revisitar as origens que definem a assinatura do diretor é considerada uma característica extremamente perfeita do filme.
Elenco e Trilha Sonora de Peso
Um dos pontos altos de “Os Oito Odiados” é a realização do sonho de Tarantino de ter o lendário Ennio Morricone como compositor da trilha sonora. O elenco, composto por nomes já conhecidos do diretor, também merece destaque, especialmente a atuação de Jennifer Jason Leigh, que interpreta uma mulher condenada à forca de maneira extraordinária.
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Tensão e Segredos em um Faroeste Suspense
A trama se desenrola com oito personagens distintos – um caçador de recompensas, uma condenada, um ex-soldado, entre outros – que se refugiam em um armazém durante uma tempestade de neve, oito anos após a Guerra Civil. Dentro desse espaço confinado, segredos são revelados, criando um clima de suspense constante e violência que mantém o espectador à beira da poltrona. A tensão é comparável à do clássico “O Enigma de Outro Mundo” (1982), com pânico e mistério permeando cada cena.
Para muitos, “Os Oito Odiados” representa mais um acerto na filmografia de Tarantino, superando até mesmo seu faroeste anterior, “Django Livre” (2012).



