Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
O estresse emocional tem sido cada vez mais associado a um aumento na incidência de doenças cardiovasculares. Um estudo abrangente realizado em mais de 50 países, incluindo o Brasil, demonstrou uma correlação direta entre diferentes níveis de estresse e o risco de infarto do miocárdio.
A Relação Entre Estresse e Doenças Cardíacas
Nesses estudos, os participantes foram divididos em grupos com base em seus níveis de estresse: aqueles que não relataram estresse, aqueles que o experimentavam ocasionalmente e aqueles que sofriam de estresse contínuo. Os resultados mostraram um aumento progressivo nos casos de infarto nesses grupos, evidenciando a ligação entre o estresse e a saúde do coração.
Como o Estresse Afeta o Corpo
O estresse pode ser definido como uma resposta física e emocional a situações desafiadoras. É uma reação adaptativa necessária para superar dificuldades. No entanto, do ponto de vista físico, o estresse desencadeia alterações hormonais, como o aumento da secreção de adrenalina, que eleva a pressão arterial, acelera os batimentos cardíacos, contrai os vasos sanguíneos e pode causar arritmias.
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Fontes Comuns de Estresse e Estratégias de Enfrentamento
O estresse é frequentemente o resultado de eventos cotidianos, tanto positivos quanto negativos. Uma fonte comum de estresse é a necessidade de interagir com pessoas e instituições, especialmente quando se enfrenta burocracia e impessoalidade. A dificuldade em resolver problemas com serviços de telefonia, bancos ou empresas de TV por assinatura pode ser extremamente frustrante e gerar altos níveis de estresse.
A profilaxia do estresse envolve identificar a causa e, se possível, eliminá-la. No entanto, nem sempre é possível evitar os agentes estressores. Nesses casos, é importante criar estratégias para lidar com eles. Às vezes, a solução encontrada não é ideal, mas é a melhor opção disponível. Em algumas situações, pode ser necessário aceitar uma situação injusta para evitar o estresse contínuo.
Ao minimizar a exposição ao estresse, é possível aumentar a expectativa de vida, mesmo que isso não signifique necessariamente adicionar mais qualidade aos anos vividos.



