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Estresse excessivo na adolescência pode causar problemas psiquiátricos na vida adulta

Estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão mostrou que o cérebro, na juventude, é moldável e vulnerável
saúde mental adolescente
Estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão mostrou que o cérebro, na juventude, é moldável e vulnerável

Estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão mostrou que o cérebro, na juventude, é moldável e vulnerável

O estresse excessivo na adolescência pode ter consequências graves na vida adulta, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. A pesquisa, publicada em revista internacional, utilizou ratos para investigar os efeitos do estresse no cérebro em desenvolvimento.

Alterações Cerebrais e Comportamentais

O estudo revelou que o estresse na adolescência causa alterações no perfil de genes expressos no cérebro, impactando a respiração celular. Essas mudanças estão associadas a problemas comportamentais e transtornos psiquiátricos na idade adulta, como depressão, ansiedade, esquizofrenia e bipolaridade. A vulnerabilidade dos adolescentes se deve ao fato de seus cérebros ainda estarem em formação, tornando-os mais suscetíveis aos efeitos negativos do estresse.

Identificando o Estresse em Adolescentes

Identificar um adolescente estressado pode ser desafiador, pois oscilações de humor são comuns nessa fase. Entretanto, sinais como exclusão social, agressividade e mudanças significativas de comportamento devem ser observados com atenção. A recomendação é procurar ajuda médica (psiquiatras ou psicólogos) diante de qualquer alteração significativa, para intervenção precoce e prevenção de problemas mais graves. A pesquisadora Tamires Santo Silva destaca a plasticidade cerebral dos adolescentes, enfatizando a importância da intervenção rápida para evitar alterações moleculares profundas.

Consequências na Vida Adulta e Prevenção

As consequências do estresse na adolescência podem incluir diminuição da sociabilidade, problemas de memória, ansiedade e irritabilidade na vida adulta. A pesquisa sugere que o estresse afeta a produção de energia nas células cerebrais. Embora o estudo tenha sido realizado com animais, a pesquisadora aponta para a importância do enriquecimento ambiental como forma de prevenção. Atividades como esportes, atividades artísticas e a promoção da sociabilidade podem ajudar a proteger o cérebro dos efeitos negativos do estresse. A detecção precoce de adolescentes em risco, aliada a intervenções adequadas, é fundamental para garantir uma vida adulta mais saudável mentalmente.

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