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Estresse na gravidez: comportamento pode afetar o desenvolvimento neurológico dos bebês

Estudo é da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos; quem analisa o tema é o professor e pesquisador Vitor Valenti
estresse na gravidez
Estudo é da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos; quem analisa o tema é o professor e pesquisador Vitor Valenti

Estudo é da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos; quem analisa o tema é o professor e pesquisador Vitor Valenti

Um estudo da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, com mais de 5 mil gestantes, revelou a influência do estresse materno no desenvolvimento neurológico fetal. Problemas financeiros, conflitos familiares e abuso físico ou mental foram os principais fatores estressantes identificados.

Como o estresse afeta o feto?

Segundo o professor Vitor Ingrácia Valente, da Unesp, o estresse atua de forma abrangente no desenvolvimento fetal, afetando diversos sistemas corporais. A exposição a agentes estressantes ambientais (poluição, tabagismo, má alimentação) e comportamentais (conflitos, abuso) provoca alterações hormonais, principalmente nos níveis de cortisol, noradrenalina e hormônios sexuais femininos. Essas alterações, particularmente nos três primeiros meses de gestação, são especialmente danosas ao sistema nervoso em desenvolvimento.

Grau de estresse e consequências

O estresse do dia a dia, como pequenos contratempos, geralmente não apresenta riscos significativos. No entanto, situações de estresse intenso e prolongado, como abuso físico ou mental, podem causar atrasos cognitivos e neurológicos no feto. Mulheres acima de 40 anos apresentam maior vulnerabilidade, embora o acompanhamento pré-natal seja crucial em todas as faixas etárias.

O estresse intenso ativa regiões cerebrais, liberando hormônios que prejudicam o feto. O abuso físico, além do estresse hormonal, causa danos diretos aos órgãos da gestante e ao feto. A idade materna influencia na vulnerabilidade, sendo maior em mulheres acima de 40 anos. Entretanto, o acompanhamento pré-natal regular, com monitoramento da saúde materna e fetal, é fundamental para reduzir riscos em todas as idades.

Para garantir um desenvolvimento saudável do bebê, o acompanhamento pré-natal é essencial. Esse acompanhamento permite o monitoramento do crescimento fetal, a detecção precoce de problemas como diabetes gestacional e hipertensão, e a intervenção médica adequada, se necessário, incluindo a possibilidade de parto prematuro. A prevenção e o controle do estresse intenso são cruciais para a saúde da mãe e do bebê.

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