‘Cepa de Manaus’ é mais contagiosa do que a versão original do vírus; levantamento é do Instituto Adolfo Lutz
Variante P1 em Ribeirão Preto: Quase 80% dos casos
Uma pesquisa do Instituto Adolfo Lutz revelou alta prevalência da variante P1 do coronavírus em Ribeirão Preto entre março e abril de 2020, período de pico da pandemia. De acordo com o estudo, 78,95% das amostras analisadas na cidade eram da variante amazônica, a maior porcentagem registrada no estado de São Paulo. O professor e pesquisador Vitor Valente explica que essa predominância da P1 em Ribeirão Preto merece atenção.
Expansão da P1 em outras regiões
A pesquisa não se limitou a Ribeirão Preto. Em Franca, a variante P1 foi encontrada em 54,55% das amostras, enquanto em Barretos, o índice chegou a 61,11%. Esses dados demonstram a disseminação da variante por diferentes regiões do estado.
Características da Variante P1 e seus impactos
A variante P1, originária de Manaus, é conhecida por sua alta transmissibilidade e possível maior agressividade. Estudos publicados na revista Science sugerem que ela aumenta a concentração viral no organismo mais rapidamente, podendo levar a um maior número de casos graves e óbitos, inclusive em indivíduos mais jovens. A pesquisa também detectou a presença de outras variantes, como a do Reino Unido e a N9, em pacientes da região.
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A pesquisa do Instituto Adolfo Lutz fornece dados cruciais para a compreensão da dinâmica da pandemia em São Paulo. A prevalência da variante P1 em Ribeirão Preto e outras cidades reforça a necessidade de medidas de prevenção e controle para conter a disseminação do vírus e mitigar seus impactos na saúde pública.



