A estudante de direito Lara Castro, de 25 anos, presa em Barretos suspeita de vender canetas emagrecedoras ilegais pela internet, afirmou em depoimento à polícia que faturou cerca de R$ 100 mil em quatro meses com a atividade.
Segundo as investigações, ela confessou que adquiria os produtos no Paraguai, país que visitou ao menos quatro vezes. O trajeto incluía deslocamentos por Londrina e Foz do Iguaçu antes da travessia da fronteira. Cada ampola era revendida por cerca de R$ 650.
Medicamentos irregulares
A prisão ocorreu durante a Operação Inconfidente, da Polícia Civil, que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados à suspeita. A ação contou com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE).
Durante as diligências, os policiais encontraram diversos frascos de tirzepatida sem registro na Anvisa, o que levantou a suspeita de origem ilícita dos produtos.
Divulgação
De acordo com a polícia, a estudante utilizava redes sociais para divulgar os produtos, inclusive com vídeos em que prometia emagrecimento e mencionava parcerias com farmácias.
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As investigações começaram após denúncias de consumidores. Além da casa da suspeita, outros dois mandados foram cumpridos no endereço de uma pessoa que auxiliava na divulgação das vendas.
Audiência
Lara Castro foi autuada por contrabando e por falsificação e corrupção de produto terapêutico. Ela deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (24).
Procurada, a defesa informou que só irá se manifestar após a realização da audiência.



