Estudante de rede pública de Franca realiza pesquisa sobre a geração de energia através de fungos
Uma estudante da rede pública de Franca está desenvolvendo uma pesquisa inovadora sobre a geração de energia a partir de fungos, com o objetivo de apresentar o projeto na COP30, em novembro. Kemele Líria, aluna do terceiro ano do ensino médio, demonstra um talento notável para a pesquisa no laboratório da escola.
A Busca por Energia Limpa Através de Fungos Melanizados
O foco da pesquisa de Kemele é encontrar uma maneira de produzir energia limpa utilizando fungos melanizados presentes na poluição. A melanina, um pigmento presente nesses fungos, tem a capacidade de absorver radiação e gases poluentes, transformando-os em energia limpa. A ideia é que esses fungos possam ser utilizados em ambientes como hospitais, absorvendo nanopartículas e gerando energia para alimentar sistemas como o ar condicionado, que, por sua vez, também ajudaria a despoluir o ar.
Improviso e Criatividade no Laboratório Escolar
No laboratório, a criatividade e o improviso são elementos-chave para o desenvolvimento da pesquisa. Kemele utiliza materiais simples, como uma estufa de papelão com papel laminado para simular uma atmosfera poluída, e uma base de gelatina para cultivar os fungos. Os primeiros resultados indicam que a produção de energia está diretamente ligada à intensidade da luz: quanto mais luz, mais fungos e, consequentemente, mais energia.
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Simbiosi Negra: Tecnologia e Sustentabilidade em Harmonia
O projeto, denominado Simbiosi Negra, une tecnologia e sustentabilidade, com o objetivo de aplicar os resultados em áreas urbanas. Uma das ideias é utilizar os fungos em ônibus para gerar energia para o sistema de iluminação e abertura de portas, ao mesmo tempo em que se promove a despoluição do ar no interior do veículo. Para viabilizar a participação do projeto na COP30, Kemele inscreveu-se em um projeto federal e convida a todos a votarem no Simbiosi Negra através do site Brasil Participativo.
A pesquisa de Kemele valoriza a educação e demonstra o potencial do investimento no ensino público, incentivando o engajamento dos alunos, diminuindo a evasão escolar e promovendo o pensamento científico e crítico. A iniciativa representa uma valiosa contribuição para a ciência e pode servir de base para futuras pesquisas em universidades.



