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Em 21 de junho de 2013, Ribeirão Preto acordava sob o peso do luto. A morte trágica de Marcos Delefrate, um estudante de 18 anos, abalou a cidade e expôs feridas sociais latentes.
A Tragédia na Avenida: Um Crime Sem Explicação
Marcos foi vítima de um atropelamento no cruzamento das avenidas João Fiusa e José Adolfo Bianco Molina. O empresário Alexandre Xissato, de 37 anos, foi o responsável pelo ato que ceifou a vida do jovem e feriu outras 12 pessoas. Após o crime, Xissato fugiu, permanecendo foragido por 28 dias, até ser encontrado em uma clínica em Bragança Paulista.
O Impacto na Família e na Sociedade
Na delegacia, Xissato alegou ter acelerado o carro em direção à multidão por se sentir ameaçado. O empresário, que já respondia a outros processos criminais por violência, expressou arrependimento. Marcos Delefrate era filho único de Rose Delefrate, que, seis meses após a tragédia, ainda buscava forças para lidar com a perda irreparável. A dor da mãe ecoava o sentimento de toda uma cidade.
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Indignação e Protestos: Um Cenário de Insatisfação
A morte de Marcos Delefrate ocorreu em um contexto de crescentes manifestações populares. O sociólogo Marcio Pão Viláqua destacou que o caso representou um retrocesso aos direitos do cidadão, gerando consternação em Ribeirão Preto e em todo o país. Os protestos, que inicialmente não tinham uma liderança clara, refletiam uma indignação generalizada contra abusos políticos e a falta de consideração com políticas sociais e públicas. A juventude, como segmento mais sensível da população, liderou essa reação, evidenciando um desejo de mudança e justiça.
Passados 180 dias da morte do estudante, a prefeitura de Ribeirão Preto anunciou a construção de um memorial em homenagem a Marcos Delefrate no local do atropelamento, com previsão de conclusão para fevereiro de 2014. Um gesto simbólico em memória de uma vida interrompida e um lembrete constante da necessidade de um futuro mais justo e seguro.



