Estudantes da USP viveram momentos de terror durante um assalto à mão armada em uma república no bairro Monte Alegre, na zona oeste de Ribeirão Preto, neste domingo de Páscoa. Seis jovens foram feitos reféns e mantidos sob ameaça enquanto os criminosos realizavam o roubo.
As vítimas relataram que os assaltantes agiram com tranquilidade, mas de forma violenta, apontando armas e exigindo pertences. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Os estudantes registraram boletim de ocorrência e aguardam respostas das autoridades sobre o caso.
De acordo com os relatos, os criminosos invadiram a casa durante a madrugada e renderam os moradores. Os estudantes foram reunidos em um quarto, onde permaneceram sob ameaça enquanto o grupo vasculhava o imóvel. A ação durou cerca de 30 minutos. Durante o crime, os assaltantes reviraram cômodos, mexeram em roupas e objetos pessoais em busca de itens de valor, demonstrando tranquilidade na execução do roubo.
Na fuga, os suspeitos levaram notebooks, celulares, computadores e até a bicicleta de um dos estudantes. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os criminosos deixaram o local com os pertences das vítimas.
Relatos das vítimas
Os estudantes descreveram o episódio como traumático. Um dos moradores contou que só percebeu a gravidade da situação quando teve uma arma apontada para a cabeça e afirmou que, após o crime, qualquer barulho dentro da casa passou a causar medo.
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Outra estudante relatou que foi surpreendida enquanto dormia. Segundo ela, os criminosos entraram no quarto, acenderam a luz e exigiram o celular e a senha, antes de levá-la para o cômodo onde outros moradores já estavam rendidos. Mesmo quem não estava na casa no momento do crime relatou o impacto da situação ao encontrar o imóvel revirado.
Insegurança no bairro
Após o crime, os estudantes reforçaram a sensação de insegurança na região do Monte Alegre. Segundo eles, o episódio aumenta o medo entre moradores, já que as repúblicas ficam próximas umas das outras.
Além do prejuízo material, uma das vítimas destacou a perda de equipamentos essenciais para estudo e trabalho, incluindo arquivos acadêmicos. O impacto emocional também foi ressaltado, com relatos de insegurança e dificuldade para retomar a rotina.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado foi acionada, mas ainda não havia se manifestado até a última atualização. Apesar da presença de policiamento e segurança na região, os autores do crime não foram presos.



