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Estudantes encontram pichações racistas e homofóbicas em banheiro da Unesp

Alvos foram estudantes do coletivo feminino da universidade, criado para discutir machismo, racismo e 'gordofobia'
Pichações racistas e homofóbicas
Alvos foram estudantes do coletivo feminino da universidade, criado para discutir machismo, racismo e 'gordofobia'

Alvos foram estudantes do coletivo feminino da universidade, criado para discutir machismo, racismo e ‘gordofobia’

Pichações com conteúdo racista e homofóbico foram encontradas no banheiro masculino do Departamento de Comunicação Social da Unesp, campus de Bauru, interior de São Paulo, na última segunda-feira. Os alvos foram alunas que integram o coletivo feminino da faculdade, criado para discutir questões como machismo, racismo, gordofobia e relacionamentos abusivos no ambiente universitário.

Ataques Direcionados

Três alunas tiveram seus nomes grafados nas paredes do banheiro, acompanhados de ofensas e termos chulos. Uma das alunas foi especificamente atacada com a frase “Preta Fidida”. O caso gerou grande indignação na comunidade acadêmica.

Reincidência e Posicionamento

Este incidente ocorre apenas uma semana após a Unesp apresentar o relatório final de um processo interno que investigou outra ocorrência de pichações racistas em julho deste ano, que tiveram como alvo principal o professor Juarez Xavier, coordenador do curso de jornalismo e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI). O relatório anterior culminou com um pedido de desculpas da Unesp ao professor e aos alunos negros.

O professor Juarez Xavier se manifestou em seu perfil no Facebook, afirmando que o fascismo volta a se manifestar na Unesp de Bauru e que as ações ofendem a consciência política e social. Ele informou que as pichações foram devidamente registradas e que o caso será levado à administração do campus para as devidas providências.

Medidas e Próximos Passos

A universidade deverá intensificar as medidas de segurança e promover debates sobre respeito e diversidade para combater o preconceito e a discriminação. A administração do campus está avaliando as imagens das câmeras de segurança e colaborando com as autoridades competentes para identificar os responsáveis.

O ocorrido demonstra a importância de se manter vigilante e ativo na luta contra o preconceito e a discriminação em todos os espaços, especialmente no ambiente acadêmico.

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