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Estudo aponta crescimento de 400% de fake news sobre vacina do coronavírus

Pesquisa foi coordenada pela União Pró-Vacina da USP de Ribeirão Preto
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Pesquisa foi coordenada pela União Pró-Vacina da USP de Ribeirão Preto

Pesquisa foi coordenada pela União Pró-Vacina da USP de Ribeirão Preto

Um estudo coordenado pela União Pró-Vacina da USP revelou um aumento alarmante na disseminação de notícias falsas sobre vacinas contra o novo coronavírus. Entre maio e julho, houve um crescimento de quase 400% em publicações com informações falsas em páginas do Facebook de dois grandes grupos antivacinas no Brasil.

Conteúdo Importado e Infodemia

De acordo com a pesquisa, 35% das publicações analisadas eram conteúdos importados, traduzidos ou com tradução literal de textos em outros idiomas. João Henrique Rafael Jr., idealizador do projeto e analista de comunicação do Instituto Avançado, alerta para a infodemia e a importância de buscar fontes confiáveis de informação. Ele destaca que a disseminação de notícias falsas intensificou-se a partir de junho e julho, quase quintuplicando em apenas dois meses.

Redes Sociais e Alcance

As duas páginas do Facebook analisadas possuem juntas 21 mil seguidores, número considerado pequeno, mas significativo devido ao potencial de compartilhamento e alcance de um público muito maior. O estudo destaca a gravidade das informações falsas, como a alegação de que vacinas alterariam o DNA das pessoas ou implantariam chips, afirmações sem qualquer fundamento científico. A pesquisa ressalta a necessidade de atenção ao conteúdo consumido nas redes sociais e a importância da análise crítica das informações compartilhadas.

Combate às Fake News e Soluções

Os resultados da pesquisa foram encaminhados ao Congresso Nacional para subsidiar discussões sobre o projeto de lei de combate às fake news. A União Pró-Vacina desenvolveu um guia interativo para esclarecer a população sobre as informações falsas. Além disso, o estudo indica que o uso de alertas do Facebook para fake news poderia reduzir a disseminação desse tipo de conteúdo em até 84%. A pesquisa enfatiza a necessidade de combater a desinformação, não apenas sobre vacinas da Covid-19, mas também sobre outras vacinas e temas diversos, para evitar crises de confiança.

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