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Estudo aponta diminuição no risco de infarto para quem ingere pequenas doses de bebida alcoólica

Quem explica essa realação e o conteúdo do levantamento é o cardiologista Fernando Nobre na coluna 'CBN Saúde'
risco de infarto
Quem explica essa realação e o conteúdo do levantamento é o cardiologista Fernando Nobre na coluna 'CBN Saúde'

Quem explica essa realação e o conteúdo do levantamento é o cardiologista Fernando Nobre na coluna ‘CBN Saúde’

O cardiologista Dr. Fernando Nobre esclarece mitos e verdades sobre a relação entre consumo de álcool e saúde vascular, com base em estudos como o Interheart e o Interstroke.

Álcool e doenças cardiovasculares: o que dizem os estudos?

Estudos mostram resultados contraditórios sobre o impacto do álcool na saúde cardiovascular. Enquanto o estudo Interheart apontou uma possível redução de 9% no risco de infarto com o consumo diário de baixas doses de álcool, o estudo Interstroke revelou um aumento de 50% no risco de AVC para baixas doses e 200% para consumo moderado ou alto. Baixas doses são definidas como até 30 gramas de etanol por dia para homens (15 gramas para mulheres), equivalente a uma ou duas latas de cerveja, 90ml de uísque ou 300ml de vinho.

Consumo de álcool e mortalidade: uma revisão sistemática

Uma revisão sistemática de estudos entre 1980 e 2021, analisando a associação entre consumo de álcool e mortalidade por todas as causas, não encontrou redução significativa de risco com o consumo baixo ou moderado. Ao contrário, observou-se aumento do risco em níveis de consumo mais altos, sendo este aumento mais evidente em níveis mais baixos para mulheres. A meta-análise não confirmou a ideia passada de redução de mortalidade com baixo consumo alcoólico. Mais estudos longitudinais, com amostras representativas de jovens e mulheres, são necessários.

Recomendações e considerações finais

Embora alguns estudos indiquem uma pequena redução no risco de infarto com baixo consumo de álcool, o Dr. Nobre enfatiza que o consumo não deve ser recomendado nem encorajado. O risco aumentado de AVC e a falta de evidência para redução de mortalidade por todas as causas superam qualquer benefício potencial. É crucial considerar também os aspectos psicológicos e sociais do consumo de álcool, sendo o consumo excessivo um fator de risco grave. A dependência alcoólica é uma condição séria que requer atenção e tratamento.

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